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Presidente da Petrobras nega ameaça no cargo e pedido de Lula para baixar preço dos combustíveis

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, negou qualquer envolvimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na interferência de preços dos combustíveis. Em uma coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (24), Prates afirmou que nunca recebeu nenhum pedido direto do presidente para baixar ou aumentar o preço dos combustíveis. Ele destacou a consciência do presidente em relação ao papel da Petrobras e destacou que não seria eficaz que Lula solicitasse alterações diretas nos preços dos combustíveis.

Durante o encontro com jornalistas, Prates também elogiou a mudança na política de precificação da empresa, que abandonou o preço de paridade de importação (PPI) implantado durante o governo Michel Temer. Ele ressaltou que a empresa não está mais ajustando os preços em tempo real e em dólar, de acordo com a paridade de importação, o que traz mais estabilidade ao mercado. Além disso, Prates destacou a importância de levar em consideração os fatores nacionais na política de preços, compromisso que teria sido estabelecido em campanha.

O CEO da Petrobras também mencionou que realiza reuniões frequentes com o presidente Lula para discutir o cenário e comportamento dos preços internacionais, ressaltando a importância da participação do governo como acionista majoritário da empresa. No entanto, ele frisou que não houve intervenção direta de Lula na elaboração final do plano estratégico da companhia, que prevê investimentos de US$ 102 bilhões.

A polêmica em torno dos preços dos combustíveis não envolve apenas a Petrobras. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também se manifestou sobre a necessidade de queda nos preços em uma entrevista e reproduziu o posicionamento em suas redes sociais.

Mesmo diante de questionamentos, Prates afirmou que não se sente ameaçado no cargo e destacou que a empresa atingiu recordes de operação e valorização das ações este ano, demonstrando a confiança e estabilidade em sua gestão.

A reunião entre Prates e Lula em Brasília foi um pedido do próprio presidente da Petrobras, que apresentou os conceitos do plano estratégico ao presidente e ministros, ressaltando que em nenhum momento se sentiu ameaçado no cargo.

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