Filho de Mãe Bernadete critica investigação que liga assassinato ao tráfico de drogas em Simões Filho, Bahia
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A denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado da Bahia contra cinco suspeitos, sendo quatro deles ligados a uma facção criminosa vinculada ao tráfico de drogas, trouxe à tona mais questionamentos sobre a motivação do crime. Para Jurandir, a existência de “gente grande por trás” do assassinato de sua mãe reforça a suspeita de que o tráfico pode ter sido contratado para encobrir o real mandante do crime.
De acordo com Jurandir, a contratação de peritos particulares para analisar as investigações e a existência de um áudio atribuído a um dos suspeitos informando que Mãe Bernadete mandaria a polícia atrás dos demais suspeitos servem como indícios de que o crime foi, na verdade, uma retaliação e um ato de “cala a boca”.
Outro ponto de discórdia é a conexão entre o assassinato de Mãe Bernadete e de seu filho, Flávio Gabriel, conhecido como Binho do Quilombo. A família alega que o mandante do crime de Binho tem relação com o da mãe. O advogado da família, Hédio Silva Júnior, destacou a importância de ter acesso aos procedimentos que tramitam na Polícia Federal e no Ministério Público Federal para a obtenção de uma posição conclusiva sobre o caso.
Em meio a todas essas controvérsias, a Polícia Civil da Bahia e o Ministério Público do Estado permaneceram em silêncio, sem responder às solicitações da Agência Brasil. Enquanto isso, o MP reiterou a motivação do crime pelo tráfico de drogas e destacou que atuará para que os denunciados sejam levados a julgamento popular.
Há discrepâncias que chamam a atenção, de acordo com o advogado da família, e a busca pela verdade nesse caso específico continua sendo um desafio. Resta aguardar os desdobramentos das investigações para que mais luz seja lançada sobre esse trágico evento que chocou a comunidade quilombola e repercutiu em todo o país.