Segundo turno das eleições presidenciais argentinas: cerca de 35,4 milhões de eleitores devem votar em meio a crise econômica

A expectativa é que o resultado parcial seja conhecido entre as 22h e as 22h30, mas os primeiros números só serão divulgados após “um número representativo” de votos apurados, o que está previsto para ocorrer por volta das 21h. Vale destacar que a contagem apresentada no dia da votação é provisória, com números baseados nos boletins das seções eleitorais divulgados pela Direção Nacional Eleitoral, do Ministério do Interior. O resultado oficial, baseado na contagem manual das cédulas, leva até duas semanas para sair.
A votação ocorre em uma cédula única de papel, onde o eleitor registra suas preferências. No sistema eleitoral argentino, as primárias ocorrem em agosto, o primeiro turno em outubro e o segundo turno em novembro. As datas são definidas pela Junta Nacional Eleitoral, órgão equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral na Argentina.
Além disso, no Brasil, cerca de 23 mil eleitores argentinos que mudaram o domicílio eleitoral até 25 de abril estão aptos a votar. Para eleitores que vivem em outro país, a votação é facultativa. Os cidadãos argentinos em trânsito que não residam no exterior ou não mudaram o domicílio eleitoral têm 60 dias para justificar a ausência, podendo fazê-lo tanto na embaixada como nos consulados.
Nas representações diplomáticas, a ata de votação assinada pelos mesários é enviada virtualmente por um sistema eleitoral. Em até dois dias úteis, todo o material eleitoral – cédulas e atas originais, são enviados por correio diplomático, para a contagem definitiva dos votos.
Portanto, a população argentina está comparecendo às urnas em meio a uma situação econômica delicada, na expectativa de uma definição sobre quem será o próximo presidente do país. O resultado oficial may demorar até duas semanas para ser divulgado, mas o impacto das eleições certamente será sentido em toda a região.