Tribunal do Júri de Samambaia inocenta sargento da PMDF da acusação de matar adolescente em 2022; MPDFT pretende recorrer da decisão.
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) anunciou que planeja recorrer da absolvição, alegando a necessidade de um julgamento mais justo para a vítima. A família de Gustavo, juntamente com ativistas e o deputado distrital Fábio Felix, manifestaram indignação com a decisão do júri.
Durante o julgamento, a defesa do policial afirmou que a ação que resultou na morte do adolescente foi motivada pelo comportamento do piloto da moto, Gustavo Matheus Santana da Silva, de 18 anos, e da própria vítima. Segundo a versão apresentada, o sargento Edimilson estava realizando abordagens de rotina quando a dupla desobedeceu e empreendeu fuga, com gestos que levaram o policial a se sentir ameaçado.
A família de Gustavo, no entanto, alegou que o julgamento não foi justo, já que não puderam acompanhar todo o processo e que o policial sequer permaneceu na cadeira dos réus durante a oitiva das testemunhas. A situação gerou revolta, principalmente para a irmã da vítima, Yandra Rafaela Marques, que expressou sua frustração com a sentença de absolvição para o policial.
O advogado de defesa de Edimilson ressaltou que o réu agiu em legítima defesa e que sua atitude foi no exercício legal de sua atividade como policial. No entanto, a decisão do júri foi considerada controversa e levantou questionamentos sobre o sistema judicial e a aplicação da lei, gerando debates sobre questões de racismo e abuso de poder.
A família de Gustavo alegou que o comportamento do sargento configura impunidade, e contam com o recurso do Ministério Público para buscar justiça para o adolescente. A Polícia Militar do Distrito Federal foi consultada sobre a situação funcional do policial e os possíveis efeitos de sua absolvição, mas não forneceu resposta até o momento.