DestaqueUOL

Ministro do STF envia para julgamento direto no plenário ação que questiona as “saidinhas” de presos, movida pela OAB.






Decisão sobre “saidinhas” de presos vai direto ao plenário do STF

Decisão sobre “saidinhas” de presos vai direto ao plenário do STF

O ministro Edson Faschin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da ação que questiona o fim da saída temporária de presos, popularmente conhecidas como “saidinhas”, decidiu encaminhar o processo diretamente para julgamento no plenário. Essa medida, conhecida como “rito abreviado”, implica na renúncia do ministro em decidir de forma monocrática, oferecendo assim uma resposta definitiva e evitando possíveis desgastes por uma decisão liminar individual.

“Entendo que a matéria apresentada possui evidente relevância e um significado especial para a ordem social e a segurança jurídica, motivo pelo qual aplico este rito”, afirmou o ministro ao submeter o processo ao plenário.

A ação que questiona a “lei das saidinhas” foi movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que busca declarar a reforma promovida pelo Congresso como inconstitucional.

A OAB argumenta que é dever do poder público promover a ressocialização dos detentos e que as saídas temporárias são um meio eficaz para a reintegração gradual dos presos à sociedade. Além disso, a entidade alega que a Constituição veda o retrocesso em direitos fundamentais.

O processo ainda aguarda liberação para ser incluído na pauta de julgamentos. Antes disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso Nacional terão a oportunidade de enviar informações relevantes. Embora o presidente tenha vetado as mudanças na legislação, os vetos foram derrubados por ampla maioria. A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) também foram notificadas para enviarem pareceres.

A definição da data em que a ação será julgada ficará a cargo do ministro Luís Roberto Barroso.


Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo