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Procurador-geral do Rio de Janeiro considera inoportuna a federalização da investigação dos médicos mortos em quiosque da Barra da Tijuca

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Luciano Mattos, concedeu uma entrevista à CNN e manifestou sua opinião sobre a federalização da investigação da morte de três médicos no Rio de Janeiro. Segundo Mattos, essa medida seria “inoportuna” e avaliou que tanto o Ministério Público quanto o Poder Judiciário do estado têm condições de concluir o trabalho investigativo.

Os médicos ortopedistas Marcos de Andrade Corsato, Perseu Ribeiro Almeida e Diego Ralf de Souza Bomfim foram mortos, e um quarto médico ficou ferido, após serem baleados em um quiosque na avenida da praia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Diego, irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), foi uma das vítimas fatais.

De acordo com o procurador-geral, as imagens e informações iniciais indicam que houve uma execução, classificando o crime como “bárbaro”. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, informou que há duas ou três linhas de investigação policial sobre o caso, e as polícias Civil do Rio de Janeiro, de São Paulo e a Polícia Federal estão trabalhando em conjunto para apurar os fatos.

Luciano Mattos destacou a importância de somar esforços entre as instituições para um trabalho colaborativo, porém, ressaltou que a federalização da investigação não é necessária. Ele também afirmou que é dever das autoridades ouvir os familiares das vítimas em um crime de tal natureza.

A deputada Sâmia Bomfim utilizou suas redes sociais para expressar a dor da família e pediu seriedade na apuração do assassinato. Seu esposo, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), também é parlamentar.

O procurador reforçou que nenhuma linha de investigação deve ser descartada no caso e que é importante cautela na apuração dos fatos. Caberá aos órgãos de segurança do Rio de Janeiro investigar o caminho percorrido pelos criminosos e avaliar se algum acontecimento ocorreu durante o deslocamento do grupo de São Paulo para o Rio. A princípio, indícios apontam para uma execução.

Os médicos faziam parte da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé e estavam no Rio de Janeiro para participar do 6º Congresso Internacional de Cirurgia Minimamente Invasiva do Pé e Tornozelo. Ao menos 33 tiros foram disparados no ataque, e as vítimas foram prontamente socorridas por bombeiros.

Galeria de fotos divulgada mostra o quiosque onde os médicos foram assassinados. A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o caso e busca mais informações para esclarecer o crime.

Em resumo, as autoridades do Rio de Janeiro estão empenhadas em apurar os fatos e identificar os responsáveis pela morte dos médicos. A federalização da investigação foi considerada inoportuna pelo procurador-geral de Justiça, que destacou a competência dos órgãos do estado em conduzir o caso. A sociedade aguarda por respostas e um desfecho para esse crime brutal.

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