Operação Escola Segura já registra 400 prisões e apreensões por ataques a escolas no Brasil, diz Ministério da Justiça

Além das prisões e apreensões, o balanço revelou que 1.653 crianças e adolescentes, além de suspeitos adultos, foram conduzidos às forças policiais. O monitoramento das plataformas digitais levou a 917 solicitações de preservação e/ou remoção de conteúdos em redes sociais, e 412 solicitações de dados cadastrais nessas redes. Todo esse trabalho resultou na geração de 3.404 boletins de ocorrência e um total de 2.844 casos em investigação.
Desde o lançamento do programa, o ministério recebeu cerca de 700 propostas de municípios interessados em implementar ações voltadas para a segurança nas escolas, em resposta ao edital Escola Segura. Dentre essas propostas, foram selecionadas 231, com um valor estimado de R$ 210 milhões. O valor inicialmente destinado às propostas é de R$ 150 milhões, provenientes do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Como forma de fortalecer a atuação contra esses ataques, o serviço Disque 100 está recebendo denúncias de ameaças a escolas, e as informações também podem ser feitas pelo WhatsApp, através do número (61) 99611-0100. Além disso, o Ministério da Justiça disponibilizou um canal para receber denúncias de violência escolar, o Escola Segura. As informações enviadas a esse canal são mantidas sob sigilo e não há identificação do denunciante.
Vale ressaltar que a Operação Escola Segura não tem uma data prevista para o seu término. As ações estão sendo realizadas de forma integrada, contando com a atuação de 51 chefes de delegacias de investigação e 89 chefes de agências de inteligência de Segurança Pública, envolvendo tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar. O monitoramento das atividades conta com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da coordenação-geral de Inteligência do ministério, e das delegacias de crimes cibernéticos nas principais regiões do país.