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Avanço no pré-natal, mas desafios no controle de diabetes e hipertensão persistem em municípios brasileiros, revela programa federal.





Avanços e desafios na saúde dos municípios brasileiros

Municípios brasileiros avançaram nos indicadores referentes ao pré-natal em gestantes, mas seguem emperrados no controle mínimo de diabetes e de hipertensão, conforme dados de um programa federal que atrelou parte do financiamento da atenção primária do SUS ao cumprimento de metas específicas.

De acordo com o Sistema de Informação em Saúde para Atenção Básica (Sisab), mais de 80% dos 5.568 municípios do país cumpriram as metas de pré-natal, que incluem seis consultas e testagem de sífilis e HIV em 60% das gestantes. Por outro lado, os objetivos referentes à medição da glicemia e da pressão arterial foram atingidos por apenas 26,3% e 27,8% das cidades, respectivamente.

O programa Previne Brasil, criado em 2020 e que foi reformulado em abril deste ano, vem monitorando e avaliando o cumprimento das metas relacionadas à saúde da população. Houve melhorias nos indicadores ao longo dos anos, embora ainda existam desafios a serem superados.

Um exemplo de sucesso é o município de Três Marias, em Minas Gerais, que conseguiu melhorar seus índices com o auxílio de uma ferramenta digital que permitiu o acompanhamento mais eficaz dos pacientes. Com isso, o município atingiu todas as metas estabelecidas para o primeiro quadrimestre deste ano, demonstrando a importância do monitoramento e do registro adequado do atendimento.

No entanto, as disparidades regionais ainda são evidentes, como demonstrado pelos dados que apontam diferentes taxas de cumprimento das metas entre as regiões do país. É fundamental entender as causas dessas desigualdades para enfrentá-las adequadamente.

O novo modelo de financiamento da atenção primária, aliado à reconstrução da Estratégia de Saúde da Família, promete trazer melhorias significativas nos indicadores e no acesso aos serviços de saúde. A meta é criar mais equipes de saúde da família anualmente e garantir um atendimento mais efetivo e personalizado à população.

Em resumo, o desafio agora é revisar as metas dos indicadores com base em critérios mais técnicos e garantir que as equipes de saúde estejam devidamente preparadas e municiadas com informações para prestar um serviço de qualidade à população.


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