Horário de Verão não será adotado este ano devido às boas condições do sistema elétrico brasileiro
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Apesar das preferências pessoais, havia razões técnicas para a adoção do horário de verão, que vigorou no país de 1985 até 2018. No entanto, atualmente não há necessidade de adiantar os relógios, de acordo com a área técnica do Ministério de Minas e Energia e com o ministro da pasta. Isso se deve às boas condições atuais de suprimento energético do Brasil, graças ao planejamento seguro implantado desde os primeiros meses do governo.
Segundo o ministro Alexandre Silveira, os reservatórios das usinas hidrelétricas estão nas melhores condições de armazenamento de água dos últimos anos. Portanto, só será necessário adotar o horário de verão em caso de evidências de uma necessidade de segurança de suprimento do setor elétrico brasileiro, o que não é o caso no momento.
Além disso, o aumento da oferta de energia elétrica nos últimos anos, com a utilização de usinas eólicas e solares, também é um argumento para não retomar o horário de verão. O setor de energia não vê grandes ganhos com essa medida neste momento.
Outro fator que influencia a decisão é a mudança no padrão de consumo de energia dos brasileiros. Atualmente, o horário de pico ocorre no período da tarde, devido ao maior uso de aparelhos de ar-condicionado. A iluminação, que antes representava uma parte significativa do consumo, já não é mais tão relevante. A adoção do horário de verão neste ano seria mais uma questão de hábito da população do que uma necessidade do setor elétrico.
Apesar das opiniões divergentes, é importante ressaltar que o horário de verão foi uma medida que teve sua relevância no passado, mas que as condições atuais não exigem sua implementação. O debate em torno do tema mostra como a sociedade está em constante transformação e que é necessário adaptar-se às novas realidades.