
Recusa da equipe
No último comunicado divulgado pela Federação Espanhola de Futebol (RFEF), foi confirmado que as campeãs mundiais da Espanha continuam se recusando a retornar à seleção nacional. Segundo uma fonte próxima à RFEF, as jogadoras não têm intenção de voltar, mesmo após a renúncia de Luis Rubiales da presidência da federação.
Essa decisão foi uma surpresa para o país, principalmente porque ocorreu pouco tempo antes do anúncio da nova treinadora Montse Tomé, que estava prestes a divulgar a lista de jogadores convocados para os próximos jogos da Liga das Nações, contra a Suécia e a Suíça nos dias 22 e 26 de setembro.
Nas últimas semanas, as autoridades do futebol espanhol estavam esperançosas de que as jogadoras voltariam, especialmente após a renúncia de Rubiales e a demissão do técnico da equipe feminina, Jorge Vilda. No entanto, de acordo com a imprensa espanhola, as mudanças recentes não foram suficientes para as jogadoras, que no final de agosto declararam que não jogariam novamente enquanto não houvesse “mudanças estruturais reais” na federação.
Vale ressaltar que o polêmico episódio do beijo forçado de Rubiales na camisa 10 durante a cerimônia de entrega das medalhas do título mundial feminino em Sydney, no dia 20 de agosto, também contribuiu para a indignação das jogadoras.
Nenhuma decisão imediata
Enquanto a situação segue sem uma resolução, o magistrado responsável pelo caso está conduzindo uma investigação para determinar se Luis Rubiales será levado aos tribunais. No momento, não se espera uma decisão imediata, já que o processo está em estágio inicial.
A promotoria pública solicitou ao juiz que proibisse Rubiales de se aproximar a menos de 500 metros de Jenni Hermoso, jogadora que atualmente atua na liga mexicana, além de proibir qualquer tipo de contato com ela.
De acordo com uma lei recente no Código Penal espanhol, um beijo não consensual pode ser considerado uma agressão sexual, o que abrange diversos tipos de violência sexual. A porta-voz da promotoria pública afirmou que as possíveis penalidades para Rubiales, que tem 46 anos, variam desde uma multa até quatro anos de prisão.
O tribunal também considerou que houve coerção, algo que Rubiales nega. Segundo o Ministério Público, Jenni Hermoso relatou que ela e as pessoas ao seu redor foram constantemente pressionadas por Rubiales e sua equipe profissional para justificar e aceitar o incidente.