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A parlamentar entregou o documento à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), revelando que a mensagem foi enviada no dia 14 de agosto para o e-mail que ela utiliza para assuntos relacionados à sua atuação política.
No e-mail, a pessoa se identifica como doutor em psicologia pela Universidade de Harvard e sugere o “estupro corretivo”, classificando a homossexualidade como uma aberração. Além disso, o texto menciona que a pessoa já possui o endereço da vereadora e propõe uma “demonstração sem compromisso”.
Monica Benicio, que foi eleita em 2020 pelo PSOL e foi a 11ª parlamentar mais votada do Rio, afirmou que o conteúdo do e-mail descrevia detalhadamente como seria realizado o estupro corretivo, algo extremamente violento não apenas para uma mulher lésbica, mas para todas as mulheres na sociedade.
A vereadora é viúva de Marielle Franco e desde 2018 faz parte do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, após receber ameaças durante as investigações sobre as mortes de Marielle e Anderson Gomes.
Monica Benicio ressaltou que estão sendo tomadas todas as medidas jurídicas adequadas e que a delegada responsável pelo caso mostrou-se muito atenciosa e comprometida em dar a devida atenção ao caso, para que seja possível identificar o autor do e-mail e tomar as medidas necessárias para evitar que algo assim se repita.
A CNN solicitou posicionamento da Polícia Civil, que afirmou, por meio de nota, que a investigação está em andamento na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e que os agentes estão realizando diligências para apurar os fatos.
É importante ressaltar que a homofobia e a violência contra pessoas LGBTQ+ são crimes e devem ser combatidos de forma enérgica pela sociedade e pelas instituições. Nenhum indivíduo deve sofrer ameaças ou agressões por conta de sua orientação sexual.