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Agravamento da fome no Brasil: mais de 33 milhões de pessoas sofrem com a falta de políticas públicas, aponta estudo

O senador Paulo Paim (PT-RS) trouxe à tona, em seu pronunciamento nesta terça-feira (5), a alarmante situação da fome no Brasil. Segundo Paim, um estudo realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional revelou que mais de 33 milhões de pessoas sofrem com a fome em nosso país. Esse dado perturbador é reflexo da ausência de políticas públicas efetivas para combater esse problema ao longo dos últimos anos.

É importante ressaltar que o Brasil já havia conseguido sair do Mapa da Fome da ONU em 2014, graças às estratégias implementadas pelos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma no que diz respeito à segurança alimentar e nutricional. No entanto, os avanços conquistados foram desfeitos e temos uma situação preocupante em mãos novamente.

Recentemente, o ex-presidente Lula lançou o programa Brasil sem Fome, que tem como objetivo primordial reduzir as desigualdades no país e oferecer mais oportunidades de alimentação adequada, emprego e renda. O programa consiste em 80 medidas e mais de 100 metas, distribuídas entre os programas dos 24 ministérios do governo, como explicou Paim em seu discurso.

Essas medidas estão estruturadas em três eixos principais. O primeiro deles é o acesso à renda, trabalho e cidadania, que envolve políticas como o Bolsa Família, valorização do salário mínimo, inclusão produtiva e capacitação profissional. Além disso, também são consideradas ações relacionadas à alimentação adequada e saudável, como o plano Safra da Agricultura Familiar, combate ao desperdício e uma política agroecológica.

Outras ações incluem a mobilização e fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), adesão de estados e municípios, campanhas em prol de um Brasil sem fome e a criação de uma rede de iniciativa da sociedade civil em parceria com o setor público e privado.

O Brasil sem Fome tem como meta o progressivo declínio das taxas de pobreza ano após ano e a redução para menos de 5% do percentual de municípios em situação de insegurança alimentar severa. Paim ressaltou que combater a fome exige a participação de toda a sociedade e é um esforço conjunto dos poderes constituídos. É fundamental que as decisões sejam tomadas com base no amor, na sensibilidade, na fraternidade, na solidariedade e na ternura, demonstrando o verdadeiro significado da vida e a inestimável importância da existência humana e do direito à dignidade.

Em resumo, o Brasil está diante de uma grave crise de fome, que afeta milhões de pessoas em nosso país. O lançamento do programa Brasil sem Fome pelo ex-presidente Lula traz uma nova esperança para lidar com esse problema, por meio de medidas estruturadas e uma abordagem multidimensional. No entanto, é necessário o engajamento de todos os setores da sociedade para que essa luta seja vencida e para que escolhas sábias sejam feitas. Combater a fome é uma dessas escolhas essenciais.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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