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No primeiro semestre de 2023, mais de 5 mil transplantes foram realizados pela Saúde de SP, marcando um grande avanço na área médica.

No primeiro semestre de 2023, o Estado de São Paulo registrou um aumento significativo no número de transplantes de órgãos. De acordo com os dados da Central de Transplantes do Estado, foram realizados 5.077 transplantes, o que representa um aumento de 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Esses números são bastante animadores e mostram que a saúde no estado está avançando nessa área.

Entre os transplantes realizados, destaca-se o de coração, com 75 órgãos transplantados nos primeiros seis meses do ano. Esse número é maior do que o registrado em 2022 (73) e também supera os primeiros semestres de 2021 (73), 2020 (67), 2019 (74) e 2018 (64). Isso mostra que os avanços tecnológicos e as políticas de saúde estão permitindo que mais pessoas tenham acesso a esse tipo de tratamento.

Além disso, houve um aumento no número de doadores. O Estado de São Paulo registrou 612 doadores no primeiro semestre de 2023, um crescimento de 13,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento é extremamente importante, pois significa que mais pessoas estão conscientes da importância da doação de órgãos e estão dispostas a ajudar aqueles que precisam.

Outro dado interessante é a diminuição da recusa de familiares. No primeiro semestre de 2023, a taxa de recusa foi de 38,6%, enquanto no mesmo período de 2022 foi de 41%. Isso indica que as campanhas de conscientização sobre a doação de órgãos estão surtindo efeito e as famílias estão mais receptivas a essa possibilidade.

Apesar dos avanços, ainda há uma grande demanda por transplantes no estado. Até o final de julho de 2023, 20,8 mil pacientes estavam na lista de espera por um órgão. Os maiores pedidos são por transplantes de rim, córnea e fígado, com 16,2 mil, 3,7 mil e 462 pacientes aguardando, respectivamente. No caso dos transplantes cardíacos, 180 pessoas estavam na fila.

O coordenador do Sistema Estadual de Transplantes de São Paulo, Francisco Monteiro, destaca a importância de comunicar o desejo de ser um doador à família. Segundo ele, a doação de órgãos é um gesto de amor às pessoas que estão aguardando por um transplante e pode salvar vidas.

Nesse sentido, Monteiro respondeu algumas dúvidas comuns sobre a doação de órgãos. Ele explicou que qualquer pessoa pode ser uma doadora, mas é necessária a autorização expressa dos familiares. Além disso, a doação pode ocorrer tanto após a morte quanto em vida, mas no segundo caso, existem requisitos específicos e um processo rigoroso para garantir a segurança do doador.

Diante desses dados e informações, é fundamental que a sociedade continue se informando sobre a importância da doação de órgãos e converse com seus familiares sobre sua vontade de ser um doador. A doação de órgãos é um ato de solidariedade e pode transformar a vida de muitas pessoas que estão na lista de espera por um transplante.

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