A operação no litoral de São Paulo registra agora 22 mortos, de acordo com informações atualizadas.

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo (SSP), todas as vítimas foram mortas por policiais ao “reagirem às abordagens”. A operação teve início no dia 28 de julho, após a morte do soldado Patrick Bastos Reis, integrante das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), no Guarujá. Mesmo após a prisão de três suspeitos de envolvimento no assassinato, as ações policiais continuaram sendo realizadas na Baixada.
Desde o início da operação, diversas entidades de defesa dos direitos humanos receberam relatos de torturas, invasões de domicílio e outros excessos praticados pelas forças de segurança durante as ações policiais. Diante dessas denúncias, a SSP afirmou que todas as ocorrências estão sendo investigadas minuciosamente pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos e pela Polícia Militar, através de Inquérito Policial Militar. Além disso, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa também está envolvido nas investigações, fornecendo apoio aos policiais civis e técnico-científicos.
A principal proposta da Operação Escudo é combater o tráfico de drogas e o crime organizado na Baixada Santista. Segundo a SSP, desde o início da operação até o dia 24 de agosto, foram presas 621 pessoas, sendo que 236 delas eram procuradas pela justiça por crimes como tráfico de entorpecentes, roubo, furto, estelionato, sequestro e homicídio. Além das prisões, 82 armas e 895,4 kg de entorpecentes foram apreendidos.
A SSP ressaltou que todo o conjunto probatório apurado durante as investigações, incluindo as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais, está sendo compartilhado com o Ministério Público e o Poder Judiciário. Essa medida busca garantir a transparência e a responsabilização dos envolvidos em possíveis abusos ou crimes cometidos durante a operação.
É fundamental acompanhar de perto o desenrolar dessa operação e garantir que todas as denúncias sejam devidamente apuradas. O combate ao crime deve ser realizado dentro dos limites da lei e respeitando os direitos humanos. É importante que todas as partes envolvidas sejam ouvidas, visando a justiça e a segurança da população da Baixada Santista.