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Aplicativos de namoro: uma benção ou uma maldição? A polêmica envolvendo essa tecnologia e seus impactos na sociedade.

Nos últimos anos, a busca por parceiros sexuais e românticos tem passado por uma revolução graças à internet e, principalmente, aos smartphones. Antes, encontrar um parceiro envolvia participar de eventos sociais, procurar anúncios no jornal ou até mesmo recorrer a encontros às cegas. No entanto, hoje em dia é cada vez mais comum encontrar parceiros através de aplicativos de namoro online.

De acordo com a psicóloga e especialista em relacionamentos Pia Kabitzsch, o namoro online está amplamente difundido em muitos países, especialmente entre as gerações mais jovens. Pesquisas mostram que uma grande proporção de pessoas com idades entre 16 e 49 anos já utilizaram aplicativos de namoro, e a maioria dos casais atualmente se conhece online.

Um exemplo de sucesso nesse tipo de relacionamento é o caso de Giovana Idalgo Zanforlin, uma brasileira de 31 anos e sua companheira Juliana. Zanforlin destaca a conveniência do namoro online, destacando que não é necessário sair de casa para conhecer alguém e que é possível saber imediatamente qual é a orientação sexual da pessoa.

Os aplicativos de namoro online, como Tinder, Bumble e Grindr, funcionam de forma semelhante. O usuário cria um perfil com fotos e algumas informações sobre si mesmo e suas preferências. Com base nessas informações, o algoritmo faz sugestões de possíveis interessados.

O Tinder, por exemplo, ganhou destaque em 2012 com seu formato inovador, em que os perfis podem ser deslizados para a esquerda ou para a direita, indicando interesse ou desinteresse. Se ambos os usuários se deslizarem para a direita, ocorre o chamado “match” e eles podem iniciar uma conversa.

No entanto, o aspecto superficial e a falta de comprometimento dos aplicativos de namoro online têm sido motivo de críticas. Alfonso Rosales Garcia, um fisioterapeuta espanhol de 29 anos, usa o aplicativo de namoro Hinge e ressalta a sensação de se sentir como um produto em uma loja. Ele também observa que os aplicativos muitas vezes incentivam a busca por lucro, com usuários pagando para ter mais visibilidade.

Além disso, os aplicativos de namoro online também podem apresentar desvantagens, como a sobrecarga de opções. Muitos estudos indicam que essas plataformas podem levar ao estresse, insatisfação e até mesmo agravar problemas de saúde mental. Por outro lado, alguns aplicativos têm adotado medidas para melhorar a experiência do usuário, como questionários mais detalhados ou sugestões diárias.

A psicóloga Pia Kabitzsch destaca a importância dos usuários saberem o que estão procurando e dedicarem tempo para conhecer outros perfis com tranquilidade. Ela também alerta para a dependência dos aplicativos, aconselhando pausas regulares para evitar o desgaste.

Em suma, o namoro online oferece uma infinidade de possibilidades, mas seu uso consciente e equilibrado pode ser crucial para estabelecer conexões significativas. É importante lembrar que por trás de cada foto existe uma pessoa com sentimentos, e que a rejeição no mundo virtual não representa a pessoa como um todo.

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