Grave apagão afeta 25 Estados e o DF; autoridades governamentais alegam desconhecimento sobre a origem do problema.

As causas desse apagão ainda não foram oficialmente determinadas e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deverá apresentar um relatório sobre o incidente em até 48 horas. No entanto, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que as investigações contarão com a participação da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O ministro ressaltou a importância de garantir a segurança do setor elétrico nacional e afirmou que não houve falta de planejamento, diferentemente de um evento ocorrido há dois anos que levou o sistema elétrico brasileiro ao colapso. Silveira também negou que o apagão esteja relacionado com o suprimento energético ou com a segurança do sistema.
Segundo o ministro, o único evento que poderia estar relacionado ao blecaute foi um problema na linha de transmissão da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), uma subsidiária da Eletrobras, no Ceará. Ele evitou mencionar o nome da empresa para não atribuir responsabilidades, mas criticou a privatização da Eletrobras, afirmando que ela prejudicou a harmonia do sistema elétrico brasileiro.
Durante o apagão, diversos setores foram afetados. O transporte público em várias capitais teve seu funcionamento comprometido, resultando em problemas no trânsito devido ao desligamento de semáforos. Escolas suspenderam as aulas e unidades de saúde e hospitais precisaram remarcar consultas. Além disso, residências e estabelecimentos comerciais ficaram sem energia.
Em São Paulo, o metrô foi um dos serviços mais afetados, com cinco linhas prejudicadas. A situação também foi complicada em Fortaleza, onde moradores relataram semáforos totalmente apagados e falta de energia em residências e comércios. Na Bahia, o apagão fez com que passageiros do metrô de Salvador e da cidade de Lauro de Freitas precisassem caminhar pelos trilhos, já que o sistema ficou inoperante. O Estado continuou sem luz pelo menos até o início da tarde.
No Amazonas, algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) precisaram remarcar exames e consultas devido à falta de energia. Além disso, todas as 502 escolas de Manaus foram impactadas, resultando na dispensa dos alunos.
Ainda não está claro o impacto que essa falha no sistema elétrico nacional terá no país, mas é uma preocupação para o governo, assim como para os consumidores brasileiros, a garantia de um fornecimento de energia confiável e seguro. As investigações em andamento deverão esclarecer as causas desse apagão e buscar soluções para evitar que eventos como esse se repitam no futuro.