Fernando Dueire argumenta a necessidade de um marco regulatório para impulsionar o uso do hidrogênio verde.
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Segundo o senador, o hidrogênio tem sido reconhecido como o combustível do futuro, que deve combinar um suprimento confiável para atender à crescente demanda por energia limpa, estimada entre 25% e 30% até 2040, e a necessidade de descarbonizar a economia, ou seja, superar a dependência de combustíveis fósseis. É nesse contexto que tem crescido o uso do hidrogênio como combustível. As vantagens são muitas, começando pelo fato de que o hidrogênio verde, como combustível, não produz CO2. Além disso, o processo de produção do hidrogênio verde também não contribui para o efeito estufa.
Dueire enfatizou que países que não aderirem à transição serão excluídos do mercado global em vários aspectos. O senador destacou que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, mas ainda não utiliza todo o seu potencial hídrico, eólico, solar e de biomassa. Segundo ele, o país possui vantagens iniciais que poucas nações possuem, o que está chamando a atenção de investidores.
Por isso, é crucial definir de forma rápida e eficiente um marco regulatório que possibilite o desenvolvimento da economia do hidrogênio. Isso irá maximizar as potencialidades e vantagens comparativas que o Brasil possui nesse momento. Nesse processo, a Comissão Especial de Hidrogênio Verde do Senado tem desempenhado um papel fundamental. Dueire ressaltou que o objetivo é sair na frente e assumir um lugar de destaque na nova economia sustentável que se impõe no mundo.
O pronunciamento do senador reforça a importância de investir em fontes de energia limpa como o hidrogênio verde, que além de ser uma alternativa sustentável, também pode impulsionar a economia do país. A transição energética é essencial para mitigar os impactos das mudanças climáticas e garantir um futuro sustentável.