CNJ divulga levantamento sobre igualdade racial e de gênero no Judiciário brasileiro, com destaque para presença de negros e mulheres.

A análise apontou que a Justiça Eleitoral é o ramo com o maior percentual de magistrados negros, com 18,1%, seguido pela Justiça do Trabalho, Justiça estadual, Justiça Federal e Justiça Militar. Regionalmente, os tribunais do Acre, Piauí, Sergipe e Bahia apresentam os maiores índices de juízes negros, enquanto os tribunais do Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina registram menor presença de magistrados negros.
O presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, destacou as medidas adotadas pelo órgão para ampliar a representatividade de juízes negros, como o programa de bolsas para financiar os estudos de candidatos negros à magistratura. Barroso enfatizou a importância de mudar essas estatísticas para que reflitam a diversidade da sociedade brasileira.
Além disso, a pesquisa revelou que 36,8% dos juízas e 53,3% das servidoras são mulheres. A Justiça estadual lidera em participação feminina, seguida pela Justiça do Trabalho, Justiça Federal, Justiça Eleitoral, tribunais superiores e Justiça Militar. O ministro Barroso ressaltou que a Justiça de segunda instância apresenta os menores índices de representatividade feminina na magistratura.
Em relação à produtividade do Judiciário, a pesquisa apontou um aumento de 7% em 2023, com um custo total de 132,8 bilhões de reais, equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). A Justiça arrecadou cerca de R$ 68 bilhões para os cofres públicos.
O CNJ reforçou seu compromisso em promover a igualdade racial e de gênero dentro do Judiciário brasileiro, buscando alinhar a representatividade de seus quadros com a diversidade da população do país.