
A Luna-25, primeira sonda lunar lançada pela Rússia em quase cinquenta anos, decolou em 11 de agosto a partir do Extremo Oriente do país e conseguiu entrar com sucesso na órbita do satélite terrestre na última quarta-feira (16). No entanto, o comunicado da Roscosmos não especifica se a “situação de emergência” resultará em um adiamento do pouso previsto para segunda-feira (21) na cratera Boguslawski, no polo sul lunar. Além disso, o comunicado também não oferece detalhes sobre o problema técnico detectado.
Em junho deste ano, o diretor da Roscosmos, Yuri Borisov, admitiu ao presidente russo, Vladimir Putin, que a missão Luna-25 era considerada “arriscada”. Borisov afirmou que no mundo, a probabilidade de sucesso desse tipo de missão é calculada em cerca de 70%. Com a sonda, que tem um peso de aproximadamente 800 quilos, a agência espacial russa planeja realizar uma missão de um ano para coletar amostras e analisar o solo lunar.
A missão Luna-25 é vista como uma tentativa de dar um novo impulso ao setor espacial russo, que tem enfrentado dificuldades para inovar, além de sofrer com falta de financiamento e escândalos de corrupção. Além disso, a Rússia tem estado isolada no cenário internacional devido ao conflito com a Ucrânia. No entanto, Putin prometeu continuar com o programa espacial mesmo diante das sanções ocidentais e citou como exemplo o feito alcançado pela União Soviética durante a Guerra Fria, quando enviou o primeiro homem ao espaço em 1961.
Agora, resta aguardar as próximas informações divulgadas pela Roscosmos para saber se o pouso da sonda Luna-25 será adiado e quais serão as consequências desse incidente para a missão espacial russa.