
A Crise Climática e seus Impactos Globais: o Alerta do Secretário-Geral das Nações Unidas
Convencer a população de que o clima está mudando por ação humana é uma tarefa árdua, mas e se precisarmos responsabilizar grandes emissores de carbono por isso? Na América do Sul, na África e na Austrália, o Trópico de Capricórnio corta desertos. No entanto, aqui na nossa região, a umidade proveniente da Amazônia, que bate na Cordilheira dos Andes e desce para o Sudeste e o Sul do país, é essencial para a vida.
Quando a Amazônia sofre com fortes secas, cidades como São Paulo são severamente afetadas. Seja por ação criminosa ou acidental, o fogo encontra terreno fértil para se alastrar, ameaçando não apenas a floresta, mas também a economia e a população paulista.
As mudanças climáticas que já estão em curso são irreversíveis e terão impactos significativos nas próximas décadas. Milhões de refugiados ambientais, fome em larga escala, aumento de doenças e subnutrição, conflitos por recursos hídricos e territoriais – esses são apenas alguns dos cenários previstos.
Como já mencionado, os eventos extremos, como o fogo em São Paulo, as chuvas no Rio Grande do Sul, os deslizamentos em Petrópolis, as inundações na Bahia e a elevação do nível dos oceanos estão todos interligados no contexto das mudanças climáticas e suas consequências desastrosas.
Nesta terça-feira, dia 27, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, emitiu um alerta preocupante devido à rápida elevação do nível do Pacífico. Um relatório da ONU aponta que duas cidades brasileiras serão diretamente afetadas por esse fenômeno: Rio de Janeiro e São João da Barra (RJ).