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Vestígios de 106 Milhões de Anos Revelam Ações de Predador Alado Perseguindo Suas Presas em Terra

Vestígios de 106 Milhões de Anos Revelam Ações de Predador Alado Perseguindo Suas Presas em Terra

25 de abril de 2026

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Pegadas Fossilizadas Revelam Comportamento de Caça de Pterossauro Antigo na Coreia do Sul

Uma descoberta fascinante feita por paleontólogos na Coreia do Sul lança luz sobre o comportamento de um pterossauro que viveu há 106 milhões de anos. As marcas fossilizadas encontradas em uma placa de rocha indicam que esse grande réptil voador estava em uma intensa perseguição a um pequeno vertebrado.

Ao examinar as pegadas, os cientistas reconstruíram uma cena decisiva: um pequeno animal, possivelmente uma salamandra ou um jovem crocodiliano, caminha calmamente até que, diante da ameaça do pterossauro, muda abruptamente de direção e acelera. Logo atrás, as profundas e largas pegadas do pterossauro, que caminham em uma marcha quadrúpede, seguem em direção ao que parece ser uma presa.

Embora o desfecho desse encontro permaneça uma incógnita, a proximidade das pegadas sugere uma interação direta entre os dois animais. Os cientistas enfatizam que, embora não se possa afirmar com certeza que houve predação, as evidências — incluindo a direção e a velocidade das pegadas — apontam para a possibilidade de um evento trágico para o pequeno vertebrado.

As análises indicam que o animal não se encaixa em nenhuma espécie já conhecida, levando à identificação de um novo gênero e espécie: Jinjuichnus procerus. O nome homenageia a região de Jinju, onde o fóssil foi encontrado, e destaca o formato distinto de seus dedos.

Essa cena oferece um raro vislumbre dos pterossauros em seu habitat terrestre, mostrando que muitos deles eram ágeis em solo firme, semelhante aos gorilas modernos. No caso do J. procerus, sua velocidade estimada em 2,9 km/h sugere que ele era capaz de surpreender pequenas presas.

A descoberta, parte do grupo dos neoazhdarchianos, reforça a importância das pegadas fósseis como fonte de informações sobre comportamentos extintos e proporciona um registro valioso de um momento de caça. Com essa nova evidência, os pesquisadores expandem nosso entendimento sobre a vida dos pterossauros e suas interações no ecossistema pré-histórico.



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