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USP Inova na Medicina: Nanotecnologia Substitui Agente de Contraste por Alternativa Mais Segura e Eficiente

USP Inova na Medicina: Nanotecnologia Substitui Agente de Contraste por Alternativa Mais Segura e Eficiente

28 de fevereiro de 2025

Autores:

Redação


Ressonância Magnética: inovação no diagnóstico por imagem

A ressonância magnética (RM) se destaca como uma técnica de diagnóstico por imagem não invasiva, oferecendo informações detalhadas sobre órgãos, vasos e tecidos do paciente. Esse exame pode ser comparado a uma fotografia, mas que capta imagens “de dentro para fora”. Para aumentar a precisão na detecção de lesões e anomalias, a qualidade das imagens é frequentemente aprimorada por meio de compostos conhecidos como “agentes de contraste”, que auxiliam na visualização de determinadas regiões de interesse durante a avaliação clínica.

De maneira geral, os agentes de contraste são divididos em duas categorias: o "contraste negativo" e o "contraste positivo". O primeiro, que escurece as áreas alvo nas imagens, contrasta com o segundo, que ilumina as regiões de interesse, tornando-as mais visíveis. Há um amplo consenso entre especialistas de que os agentes de contraste positivos oferecem uma resolução superior, permitindo uma diferenciação mais clara entre os órgãos em análise e os tecidos adjacentes. O produto comercialmente disponível atualmente, baseado em gadolínio (Gd), é um exemplo desse tipo de agente de contraste positivo.

No entanto, a busca por alternativas ao gadolínio, que preserve tanto a eficácia na resolução das imagens quanto a segurança do paciente, tem sido um desafio persistente para várias equipes de pesquisa ao redor do mundo. Até agora, as soluções encontradas tendem a ser agentes de contraste negativos, que não apresentam vantagens clínicas ou comerciais significativas. O professor Koiti, um dos autores de um recente estudo sobre o tema, aponta a dificuldade em equilibrar qualidade e biossegurança como um dos principais obstáculos. Após quase dez anos de investigação, a equipe parece ter encontrado uma solução promissora.

O novo agente de contraste é constituído por nanopartículas de dióxido de titânio, adornadas com óxido de ferro. Esses dois componentes são cruciais; a ausência de qualquer um deles comprometeria as propriedades que conferem brilho e resolução ao agente. Adicionalmente, tanto o ferro quanto o titânio são biocompatíveis e eliminados naturalmente pelo organismo, reforçando a segurança do novo composto desenvolvido pela equipe de pesquisa. Essa inovação pode representar um marco significativo na evolução dos métodos de diagnóstico por imagem, buscando sempre a melhor experiência para o paciente e a eficácia do exame.



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