Ir para o conteúdo

STJ Avalia Critérios de Admissibilidade de Recursos para Instâncias Superiores

STJ Avalia Critérios de Admissibilidade de Recursos para Instâncias Superiores

15 de maio de 2026

Autores:

Redação


III Encontro com Tribunais Discute Admissibilidade de Recursos

Na terça-feira, 12 de setembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) sediou o III Encontro com Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais sobre Admissibilidade de Recursos Dirigidos aos Tribunais Superiores. Na ocasião, foram aprovados 28 enunciados que tratam de questões cruciais, como a admissibilidade de embargos de declaração e os procedimentos para juízo de retratação, além do tratamento prioritário de recursos relacionados a acórdãos em um sistema de precedentes qualificados.

O vice-presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, afirmou que os enunciados servirão como um recurso valioso para a comunidade jurídica. “Mais do que guiar os magistrados, esses enunciados orientam toda a comunidade jurídica, alinhando a interpretação sobre temas como a cabimento ou descabimento de recursos”, explicou.

Fortalecimento dos Tribunais de Segundo Grau

O encontro contou com a presença de ministros do STJ, incluindo o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, e vice-presidentes de tribunais de segunda instância, responsáveis por decidir sobre a admissão de recursos especiais e extraordinários. Na abertura, Salomão revisitou tópicos discutidos em encontros anteriores, como a gestão do acervo das cortes e o uso de novas tecnologias.

O ministro destacou que a racionalização do processo de admissibilidade é fundamental para que o STJ exerça seu papel constitucional de corte de precedentes. Ele enfatizou que essa racionalização contribui diretamente para fortalecer os tribunais de segundo grau.

Tecnologias Emergentes na Análise de Recursos

Após a abertura do evento, Diogo Rodrigues Verneque, chefe de gabinete da Vice-Presidência do STJ, apresentou uma pesquisa sobre a utilização de tecnologia na análise da admissibilidade de recursos. Os dados revelam que mais da metade dos 26 tribunais consultados já emprega inteligência artificial (IA) na triagem e classificação de processos, bem como na verificação de requisitos objetivos.

Verneque ressaltou os benefícios dessas ferramentas, que não apenas aumentam a eficiência e a qualidade da análise, mas também aceleram o processamento de recursos, permitindo que a equipe se concentre em questões jurídicas mais complexas. No entanto, ele sublinhou que a tecnologia deve ser vista como uma ferramenta de apoio sob supervisão humana.

Durante o encontro, foram formados grupos para discutir 54 propostas de enunciados previamente selecionadas, resultando na aprovação final de 28 deles na plenária de encerramento. Essa iniciativa reflete um esforço contínuo por parte do Judiciário para aprimorar seus processos, promovendo maior clareza e eficiência no sistema de recursos.



Link da Fonte

Compartilhe:

Compartilhe emfacebook
Compartilhe emtwitter
Compartilhe emlinkedin

Mais lidas