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Petrobras Amplia Horizontes na América Latina: Foco Estratégico no México em Contexto da Nova Doutrina Monroe

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Petrobras Amplia Horizontes na América Latina: Foco Estratégico no México em Contexto da Nova Doutrina Monroe

28 de abril de 2026

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Petrobras mira na América Latina com foco no México

Em meio a um panorama geopolítico desafiador, a Petrobras, sob a liderança da presidente Magda Chambriard, intensifica seus esforços de expansão na América Latina, com especial atenção ao México. Na última sexta-feira (24), Chambriard esteve em solo mexicano para uma importante reunião com a presidente Claudia Sheinbaum. O objetivo central da conversa foi o fortalecimento de uma parceria estratégica entre a estatal brasileira e a Pemex, a petrolífera pública do México.

Espera-se que a colaboração se traduza em uma troca de conhecimentos essenciais, com a Petrobras oferecendo sua expertise em exploração de poços profundos no golfo do México, uma área em que a Pemex tem enfrentado dificuldades. Além disso, o governo mexicano expressou interesse em aprender sobre biocombustíveis, um campo em que o Brasil se destaca mundialmente, especialmente em relação ao etanol.

Em entrevista ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, Marcelo Simas, ex-executivo da Petrobras e atual professor de geopolítica energética, observou que a produção de petróleo no México tem caído há mais de uma década, e essa nova parceria pode reverter essa tendência. Segundo ele, o México ocupa atualmente a 12ª posição no ranking global de produção de petróleo, extraindo cerca de 2 milhões de barris por dia, enquanto o Brasil se posiciona entre o 7º e 8º lugar, com o dobro dessa quantidade.

Simas também enfatizou outro aspecto crucial da estratégia da Petrobras: a expansão de suas reservas. Com apenas 17 bilhões de barris em reservas e um consumo interno que garante apenas 14 anos de abastecimento, o Brasil busca aumentar esses números através de iniciativas no México, Angola, Índia e Suriname.

O ex-executivo lembrou ainda que, apesar do histórico de parcerias políticas com a Venezuela, as diferenças nas características dos hidrocarbonetos entre os países dificultam uma colaboração efetiva nesse sentido. "O petróleo venezuelano não possui as mesmas propriedades que o brasileiro, o que limita muito qualquer parceria entre a Petrobras e a PDVSA", explicou Simas.

Os desafios não se limitam às questões técnicas. Uma parceria com a Venezuela também exigiria contornar a pressão dos Estados Unidos sobre os recursos naturais do país, especialmente após a destituição do presidente Nicolás Maduro. As ações norte-americanas têm como meta minar a influência da China, que é um dos principais compradores de petróleo venezuelano.

Por fim, o professor sugere que a atual administração dos EUA está buscando implementar uma nova Doutrina Monroe, cuja finalidade seria isolar potência como a China e a Rússia da dinâmica latino-americana. A constante pressão de Washington na região tem sido um obstáculo para a unificação política entre os países latinos.

A visita de Chambriard ao México representa, assim, não apenas um passo estratégico para a Petrobras, mas também um reflexo das complexidades políticas e econômicas que moldam o futuro energético da América Latina.



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