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Oficina Participativa Impulsiona Avanços em Projeto de Segurança Hídrica no Semiárido do Piauí

Oficina Participativa Impulsiona Avanços em Projeto de Segurança Hídrica no Semiárido do Piauí

29 de abril de 2026

Autores:

Agência do Rádio


O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) avançou em seu compromisso com a segurança hídrica do semiárido brasileiro, promovendo, nesta quarta-feira (29), uma oficina em Brasília para debater o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Social (EVTEAS) do Projeto de Integração Hídrica do Semiárido Piauiense. O evento foi liderado pela Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH) e contou com a participação de representantes de diferentes esferas do governo, instituições de pesquisa e organizações envolvidas na gestão dos recursos hídricos.

Essa oficina é uma etapa crucial na formulação do EVTEAS, que examina opções para aumentar a disponibilidade de água nos municípios localizados nas bacias dos rios Canindé e Piauí, utilizando a captação no Lago de Sobradinho, na Bahia. A programação incluiu apresentações, debates e trabalhos em grupo, visando a coleta de subsídios e o alinhamento entre os diversos participantes.

Giuseppe Vieira, secretário Nacional de Segurança Hídrica do MIDR, enfatizou a relevância do encontro: “Estamos cumprindo mais uma etapa vital para a viabilidade do projeto de integração hídrica do semiárido piauiense. Essa região enfrenta severas restrições hídricas há anos.” Vieira também sublinhou que a iniciativa é fundamental para assegurar água a aproximadamente um milhão e meio de habitantes no Piauí.

Bruno Cravo, diretor do Departamento de Projetos Estratégicos (DPE) da SNSH, destacou a importância da colaboração interinstitucional. “A mobilização das entidades agrega valor ao nosso estudo sobre o semiárido piauiense. A contribuição de diferentes órgãos e do Estado do Piauí é crucial para enriquecer o projeto e prever lacunas futuras”, afirmou.

Sustentabilidade Ambiental

Elianeiva Odisio, coordenadora de Programas Ambientais do DPE, ressaltou o comprometimento com a sustentabilidade em todas as fases do projeto. “Estamos na oficina para reafirmar nossa dedicação à qualidade ambiental. O objetivo é identificar as questões socioambientais desde o início, garantindo que o projeto siga as melhores práticas, assim como no projeto de transposição do Rio São Francisco”, frisou.

A atuação conjunta dos órgãos presentes visa consolidar políticas públicas integradas, assegurando que o projeto não apenas atenda a aspectos técnicos, mas também respeite o meio ambiente e as necessidades das comunidades locais. Larissa Rêgo, diretora da Agência Nacional de Águas (ANA), afirmou: “A ANA participa com apoio técnico e regulações, especialmente na captação das águas do Rio São Francisco”.

Alan Vaz, superintendente adjunto da ANA, enfatizou a potência da colaboração institucional. “Contribuímos com uma equipe técnica para manejar os recursos hídricos em parceria com o Estado do Piauí, regulando a adução de água e alinhando essa demanda ao planejamento da bacia do Rio São Francisco. Este projeto, discutido há mais de quatro décadas, não só assegura água, mas também o desenvolvimento do Nordeste e do Brasil”, acrescentou.

A oficina contou com a participação de representantes da ANA, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Ibama, do ICMBio, da Embrapa, da Codevasf, da Casa Civil, além de acadêmicos e órgãos de controle como o IPHAN e o Tribunal de Contas da União.



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