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Mercado Revisa Expectativa e Aumento a Previsão de Inflação para 4,89% em 2023

Mercado Revisa Expectativa e Aumento a Previsão de Inflação para 4,89% em 2023

4 de maio de 2026

Autores:

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil


Expectativa de Inflação Sofre Alta e Desafia Banco Central

A projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é considerado a referência oficial da inflação no Brasil, sofreu um leve aumento, passando de 4,86% para 4,89% em 2023. Esta atualização foi divulgada no Boletim Focus, publicado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (4), que reúne as previsões das principais instituições financeiras a respeito de indicadores econômicos relevantes.

O agravamento da situação no Oriente Médio tem pressionado os preços dos combustíveis e contribuído para a elevação da inflação. Com isso, a expectativa para o IPCA subiu pela oitava semana consecutiva, superando os limites da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta, definida em 3%, permite uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, estabelecendo um intervalo que vai de 1,5% a 4,5%.

Em março, os preços de transportes e alimentos impulsionaram a inflação oficial, que registrou uma alta de 0,88%, em comparação ao 0,7% de fevereiro. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA alcançou 4,14%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para os anos subsequentes, as projeções indicam uma inflação de 4% em 2027, 3,64% em 2028 e 3,5% em 2029.

Taxa Selic em Foco

Para controlar a inflação, o principal instrumento do Banco Central continua a ser a taxa Selic, atualmente fixada em 14,5% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, a taxa foi reduzida em 0,25 ponto percentual, na segunda diminuição consecutiva, apesar das incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio.

Desde junho de 2025 até março deste ano, a Selic atingiu 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. A recente redução reflete um cenário de queda na inflação, mas as tensões globais complicam ainda mais as decisões do Copom.

Em comunicado, o comitê não ofereceu indícios claros sobre futuras mudanças na taxa de juros, enfatizando que está atento aos desdobramentos do conflito e suas possíveis implicações inflacionárias.

O próximo encontro do Copom para discutir a Selic está agendado para os dias 16 e 17 de junho. No Boletim Focus, a expectativa dos analistas quanto à taxa básica até o final de 2026 permanece em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, a tendência é uma redução para 11% e 10%, respectivamente.

A elevação da Selic visa conter uma demanda aquecida, refletindo diretamente nos preços, dado que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança, enquanto taxas menores tendem a baratear o crédito e estimular o consumo.

Projeções de PIB e Câmbio

No mesmo boletim, a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2023 se manteve em 1,85%. Entretanto, para 2027, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) foi revisada para baixo, passando de 1,8% para 1,75%, com crescimento previsto de 2% para os anos de 2028 e 2029.

No ano passado, segundo o IBGE, a economia brasileira registrou um crescimento de 2,3%, sustentado por um desempenho positivo em todos os setores, com destaque para a agropecuária.

A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2023 é de R$ 5,25, enquanto para 2027, a previsão é de que a moeda americana atinja R$ 5,30.



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