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Lula afirma: “Terras raras são patrimônio nacional e queremos explorar em solo brasileiro”

Lula afirma: “Terras raras são patrimônio nacional e queremos explorar em solo brasileiro”

18 de maio de 2026

Autores:

Sayonara Moreno - Reporter da Radio Nacional


Brasil Abre as Portas para Parcerias na Exploração de Terras Raras

Nesta segunda-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que o Brasil está aberto a parcerias com qualquer país interessado em explorar suas terras raras, desde que a atividade ocorra dentro do território nacional. Durante uma cerimônia de inauguração de novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas, Lula enfatizou a soberania brasileira sobre seus recursos minerais.

Em suas declarações, Lula destacou a importância da ciência e da inteligência para impulsionar o Brasil em um cenário global complexo. Ele convidou nações como Estados Unidos, China, Alemanha e França a colaborarem, desde que respeitem a autonomia do país. "Os minerais críticos são nossos, e queremos explorar aqui", afirmou o presidente.

Além de reforçar a necessidade de respeito à soberania nacional, Lula mencionou que o Brasil ainda tem pouco conhecimento sobre seus próprios recursos, com apenas 30% mapeados. Ele sugere que o acelerador Sirius pode ser uma ferramenta crucial para aprimorar esse mapeamento e, consequentemente, estimular a pesquisa em áreas estratégicas, como saúde, energia e agricultura.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, também marcou presença no evento e ressaltou o impacto positivo do Sirius na pesquisa científica brasileira. Antes da construção do acelerador, muitos pesquisadores dependiam de laboratórios no exterior para realizar estudos avançados, o que limitava a capacidade do Brasil de gerar conhecimento em áreas fundamentais. Com a nova infraestrutura, o país se junta a um seleto grupo global de nações que dominam a tecnologia de fontes de luz síncrotron de quarta geração.

O Sirius, que ocupa uma área de 68 mil metros quadrados, é descrito como um “supermicroscópio”, representando a maior e mais complexa infraestrutura científica já erguida no Brasil e uma das mais avançadas do mundo.



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