Chanceler Iraniano: Hegemonia dos EUA deve ser ‘relegada ao lixo da história’ na Cúpula do BRICS
Durante a reunião dos Ministros das Relações Exteriores dos países membros do BRICS, que teve início hoje (14) em Nova Deli, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, fez um apelo contundente para que os países do bloco unam forças contra a pressão dos Estados Unidos. A declaração foi reportada pela agência iraniana IRNA.
O encontro, que se estenderá até amanhã (15), está focado em discutir desafios globais e regionais, além de preparar a cúpula dos líderes do BRICS, programada para setembro de 2026. Araghchi enfatizou: “Para muitos presentes, enfrentar a pressão dos EUA não é uma tarefa nova. Agora é hora de trabalharmos juntos para mostrar que esse tipo de comportamento deve ser relegado ao lixo da história”.
Além de criticar a política externa americana, o chanceler iraniano instou os membros do BRICS e a comunidade internacional a condenarem as violações do direito internacional por parte dos EUA e de Israel, destacando a agressão ilegal contra o Irã.
BRICS como pilar da nova ordem mundial
Araghchi também destacou que o BRICS pode se tornar um “dos principais pilares na construção de uma ordem global mais justa, equilibrada e humana”. Ele concluiu afirmando que os países que lutam por sua dignidade, apesar das dificuldades, nunca serão derrotados.
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, reforçou o papel do BRICS como um agente estabilizador diante das incertezas econômicas e conflitos existentes. Ele ressaltou a expectativa de que os países membros atuem de forma construtiva e coletiva, testemunhando uma necessidade premente de consenso nas questões centrais do bloco.
Nesse contexto, o chanceler indiano se reuniu com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, para discutir a ampliação da cooperação em domínios como comércio, energia e ciência, além de abordar colaborações futuras em iniciativas de exploração espacial pacífica.
A reunião do BRICS reflete não apenas as dinâmicas atuais no cenário internacional, mas também aponta para um esforço conjunto em reduzir a dependência da hegemonia americana e fortalecer a autonomia dos países que compõem o bloco.
