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Ibovespa em queda e dólar mantém estabilidade amid tensions no cenário internacional

Ibovespa em queda e dólar mantém estabilidade amid tensions no cenário internacional

22 de abril de 2026

Autores:

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*


Em um dia de cautela nos mercados, as tensões no Oriente Médio refletem uma nova onda de incertezas que impactou diretamente o desempenho da bolsa brasileira. O Ibovespa recuou mais de 1,5%, encerrando o pregão a 192.888 pontos, o menor patamar desde 8 de abril. Este movimento sugere não apenas a realização de lucros por parte dos investidores, mas também uma reavaliação minuciosa dos riscos associados a um cenário geopolítico volátil. Enquanto o dólar manteve-se praticamente estável, abaixo de R$ 5, a movimentação nos mercados de ações sinaliza um certo pessimismo em relação ao futuro próximo.

Os setores bancário e de mineração, que exercem influência significativa sobre o índice, lideraram as perdas, contribuindo para um saldo negativo. Em contraste, as ações do setor de energia mostraram resiliência, limitando as quedas, impulsionadas pela alta dos preços do petróleo no cenário internacional.

Dados recentes indicam uma diminuição na entrada de capital estrangeiro na bolsa, um fator que também agrava a pressão sobre o desempenho do índice, em um ambiente econômico que já apresenta desafios.

Dólar em equilíbrio

O dólar à vista fechou o dia praticamente estável, com uma leve queda de 0,01%, cotado a R$ 4,974, o menor valor desde 25 de março de 2024. Embora tenha permanecido estável ao final do pregão, a moeda norte-americana passou por oscilações durante o dia, refletindo a apreensão dos investidores em relação às incertezas globais, especialmente no que diz respeito às crescentes tensões entre Estados Unidos e Irã.

Neste ano, o dólar acumula uma queda de 9,39% em relação ao real, evidenciando uma valorização da moeda brasileira, que vem ocorrendo em meio a um fluxo de capital favorável e à disparidade das taxas de juros entre Brasil e mercados internacionais.

A alta do petróleo

Os preços do petróleo, por sua vez, dispararam, superando novamente a marca de US$ 100 por barril, impulsionados pelas complexas tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, subiu 3,5%, fechando a US$ 101,91, enquanto o WTI, do Texas, registrou uma alta de 3,66%, a US$ 92,96.

Esse aumento foi gerado por incertezas sobre a continuidade das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, além de novos episódios de tensão na região do Estreito de Ormuz, um dos principais corredores de transporte de petróleo no mundo. Embora o presidente Donald Trump tenha anunciado a prorrogação do cessar-fogo, o ambiente de instabilidade continua a pressionar os preços do petróleo.

* com informações da Reuters



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