Imigrantes mexicanos nos EUA: força econômica que ultrapassa o Brasil, aponta estudo
Um recente estudo da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), revela que a população de origem mexicana nos Estados Unidos, incluindo tanto imigrantes quanto residentes, gerou uma capacidade produtiva que rivaliza com economias inteiras, como a do Brasil. A pesquisa estima que os 38 milhões de cidadãos de origem mexicana nos EUA contribuíram com aproximadamente US$ 2,27 trilhões ao PIB em 2024, posicionando-se como a oitava maior economia global.
Dentre esse montante, cerca de US$ 792 bilhões foram gerados por imigrantes mexicanos, incluindo aqueles em situação irregular. Já os mexicanos nascidos nos EUA responderam por mais de US$ 1,3 trilhão. Juntas, essas contribuições representam mais da metade da economia latino-americana no país, que totaliza cerca de US$ 4,2 trilhões, um valor comparável ao da Alemanha.
O estudo também alerta para o potencial ainda não explorado que poderia ser alcançado caso as políticas de imigração fossem reformuladas, promovendo uma integração econômica mais robusta entre México e Estados Unidos.
Raúl Hinojosa Ojeda, chefe do Departamento de Estudos Chicanos e Centro-Americanos da UCLA, critica as atuais políticas de imigração, descrevendo-as como um "desastre econômico autoinfligido", possivelmente mais prejudicial do que uma guerra comercial.
Diante desse cenário, o estudo provoca uma reflexão sobre o futuro das políticas imigratórias e sua relação com o crescimento econômico dos Estados Unidos e de seus vizinhos latinos.
