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Desvendando a ‘linha amarela’: O que representa para Israel e o sul do Líbano

Desvendando a ‘linha amarela’: O que representa para Israel e o sul do Líbano

21 de abril de 2026

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Entenda a Linha Amarela Instituída por Israel no Sul do Líbano

No último sábado (18), as Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram um comunicado informando que realizaram ações contra militantes que se aproximavam da chamada "linha amarela", uma demarcação que delimita o limite norte da zona de segurança israelense no sul do Líbano.

A declaração, no entanto, não especificou o número de militantes atingidos ou a gravidade dos ferimentos. Segundo os militares, as operações de segurança na região revelaram a presença de militantes que representavam uma ameaça iminente. Após a identificação dos indivíduos, a Força Aérea e as tropas terrestres israelenses agiram rapidamente para neutralizar essa ameaça e comprometer as infraestruturas consideradas "terroristas".

Enquanto isso, uma fonte de segurança libanesa relatou à agência Xinhua que o Exército israelense finalizou o estabelecimento de um cinturão de segurança na área fronteiriça. De acordo com esta fonte, essa faixa se estende por cerca de 120 quilômetros e varia em profundidade de 1 a 8 km, abrangendo várias cidades nos distritos de Tiro, Bint Jbeil, Marjeyoun e Hasbaya.

Um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano entrou em vigor na meia-noite entre 16 e 17 de abril, após o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo as FDI, a Linha de Defesa Avançada foi institucionalizada para proteger as comunidades do norte de Israel de ameaças diretas.

A FDI também divulgou um mapa que ilustra a área demarcada, destacando a localização de diversas cidades libanesas, o rio Litani e uma “Área de Defesa Avançada Naval” que se estende ao longo do Mediterrâneo. Este modelo já havia sido implementado anteriormente em Gaza, onde Israel divide o território em zonas de controle.

Adicionalmente, Israel tem solicitado que os residentes predominantemente muçulmanos xiitas no sul libanês abandonem áreas situadas até 40 km da fronteira israelense, pressionando líderes cristãos e drusos a colaborar na evacuação. A situação provocou o deslocamento de mais de 1,2 milhão de pessoas no Líbano e ressurgiu o temor de que a invasão Israelense esteja alinhada aos objetivos do chamado "Projeto da Grande Israel", que busca a ocupação e eventual anexação da região.

As tensões permanecem altas na área, à medida que a vigilância e as operações militares são intensificadas por parte das forças israelenses.



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