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Desinformação de Alex Manente: MPF Investiga Revelações da Pública

Desinformação de Alex Manente: MPF Investiga Revelações da Pública

28 de abril de 2026

Autores:

Guilherme Silva


Deputado Alex Manente é Acusado de Financiar Perfis Falsos para Atacar Governo em Investigação da Agência Pública

Uma investigação publicada no último dia 7 pela Agência Pública denunciou que o deputado federal Alex Manente, do Cidadania de São Paulo e vice-líder do bloco do Centrão na Câmara dos Deputados, utilizou recursos do fundo partidário para fomentar a desinformação nas redes sociais.

Entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, o diretório municipal do Cidadania em São Bernardo do Campo repassou R$ 2,5 mil a uma empresa de Santa Catarina especializada em gerenciamento de redes sociais. Sob a orientação da equipe de Manente, esta empresa coordenou ataques a adversários políticos e ao governo federal através de perfis falsos. As instruções eram compartilhadas em um grupo de WhatsApp chamado "Guerrilha".

Uma das mensagens obtidas pelo repórter Dyepeson Martins orientava os membros do grupo a fazerem comentários críticos ao governo, como exemplificado: “Desgoverno falindo o país. Antigamente os Correios eram muito bons [SIC], mas o Lula e sua turma acabaram com isso”.

Esse esquema era acionado sempre que Manente buscava apoio ou desejava deslegitimar o governo. Em dezembro de 2025, por exemplo, ele disparou críticas à criação de cargos comissionados pelo Executivo e, imediatamente, perfis falsos se manifestaram em concordância, disparando mensagens como “Esse desgoverno foi sempre assim, enchendo o bolso do Estado e dando migalha para o povo”.

Recentemente, em março de 2026, o partido Cidadania se dividiu e realizou congressos separados, resultando na simultânea eleição de dois presidentes: Manente e o ex-deputado fluminense Comte Bittencourt. Diante desse embate, um perfil falso identificado como Lene Aparecida surgiu nas redes sociais, atacando Bittencourt com um trocadilho: “Conte uma mentira várias vezes e ela se tornará verdade”.

Nos bastidores, a equipe de Manente discutia os desafios técnicos da operação nas redes sociais. Em uma troca de mensagens, um membro sugeriu a troca de perfis devido a problemas de erro de senha, enquanto outro diagnosticava que a equipe estava levantando "alertas de atividade suspeita" por usar diferentes dispositivos e localizações.

A revelação da rede de perfis falsos resultou em uma ação na Justiça Eleitoral por parte de um grupo dissidente dentro do Cidadania, liderado por Bittencourt. A juíza Eduarda Corrêa, da 414.ª Zona Eleitoral de São Bernardo do Campo, decidiu encaminhar o caso ao Ministério Público Federal (MPF). A proposta da magistrada, conforme noticiado pelo portal Metrópoles, pode originar uma investigação criminal. Especialistas em direito eleitoral alertam que o financiamento de perfis anônimos através do fundo partidário poderia constituir propaganda ilícita, além de requerer ressarcimento aos cofres públicos.



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