Ir para o conteúdo

Consumo elevado de alimentos ultraprocessados eleva risco de morte precoce – Jornal da USP

Consumo elevado de alimentos ultraprocessados eleva risco de morte precoce – Jornal da USP

23 de maio de 2025

Autores:

Redação


“Dada a magnitude do impacto do consumo em mortes prematuras, os resultados indicam que é crucial reconhecer os alimentos ultraprocessados como fatores de risco para doenças em todos os países, tratando-os como tal”, recomenda o pesquisador. “Do ponto de vista das políticas públicas, é fundamental priorizar medidas regulatórias e fiscais que promovam opções alimentares mais saudáveis, acessíveis e a preços justos, ao mesmo tempo em que se desencoraja o consumo de alimentos ultraprocessados.”

Segundo Nilson, a educação e a informação da população são essenciais, seguindo as recomendações das Diretrizes Alimentares para a População Brasileira, cuja regra de ouro é basear a dieta em alimentos frescos e minimamente processados, evitando os ultraprocessados. No entanto, essas escolhas dependem fortemente de um ambiente alimentar que favoreça decisões saudáveis. “Exemplos dessa política incluem a rotulagem nutricional na frente da embalagem, como avisos sobre excesso de sódio, gorduras saturadas e açúcar, além da regulação das vendas de alimentos nas escolas. Já existem leis estaduais e municipais, mas não há uma regulamentação abrangente em todo o país”, ressalta.

“Outras medidas incluem a regulação da publicidade, o subsídio de alimentos frescos e minimamente processados, e o aumento de impostos sobre produtos prejudiciais, conforme demonstrado na Reforma Tributária, onde itens da cesta básica serão isentos de impostos, enquanto bebidas açucaradas estarão sujeitas a tributação seletiva, assim como cigarros e bebidas alcoólicas.”

A pesquisa contou com a participação de pesquisadores brasileiros do Nupens, Fiocruz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). O estudo foi realizado em colaboração com a Universidade do Chile, a Universidade de Santiago (Chile), a Universidade de Montreal (Canadá), a Universidade de Antioquia (Colômbia), a Deakin University (Austrália) e o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) do México.

O artigo intitulado Premature Mortality Attributable to Ultraprocessed Food Consumption in 8 Countries está disponível neste link.

Para mais informações: edunilson@gmail.com, com Eduardo Nilson

Versão em inglês: Nexus Traduções, editada por Denis Pacheco



Link da Fonte

Compartilhe:

Compartilhe emfacebook
Compartilhe emtwitter
Compartilhe emlinkedin

Mais lidas