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Conflito no Oriente Médio: Previsões indicam aumento nas receitas, mas também inflação e gastos elevados, revela instituto do Senado.

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Conflito no Oriente Médio: Previsões indicam aumento nas receitas, mas também inflação e gastos elevados, revela instituto do Senado.

23 de abril de 2026

Autores:

Álvaro Couto


Impactos Econômicos da Conflito no Oriente Médio sobre o Brasil: Uma Análise Profunda

A guerra entre Estados Unidos e Irã traz consigo um conjunto complexo de consequências macroeconômicas para o Brasil. De um lado, há a promessa de aumento na arrecadação e um alívio inicial nas contas públicas; de outro, os temores de inflação elevada e incremento no gasto público. Essas dinâmicas estão detalhadas no mais recente Relatório de Acompanhamento Fiscal da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado.

O relatório prevê uma redução do déficit primário — que considera as despesas e receitas sem contar os juros da dívida pública — de até 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Caso o preço do barril de petróleo mantenha-se abaixo de US$ 87, a arrecadação poderá aumentar em R$ 52,2 bilhões. Se o preço médio alcançar US$ 96,8, a receita adicional pode saltar para R$ 99,6 bilhões, levando o déficit a níveis tão baixos quanto 0,1%.

Para o ano de 2027, as simulações indicam déficits que variam de 1,2% a 0,6% do PIB, dependendo da flutuação do preço do petróleo. O impacto adicional sobre a arrecadação poderá oscilar entre R$ 42,1 bilhões e R$ 121,4 bilhões.

Causas e Efeitos

Marcus Pestana, diretor-executivo da IFI, explica que a recuperação das receitas se deve a dois fatores principais. Primeiramente, a inflação tende a aumentar as receitas tributárias. Em segundo lugar, os royalties e as participações especiais vinculadas ao petróleo também contribuirão positivamente, compensando os gastos com medidas de emergência.

As receitas da União, por exemplo, devem crescer entre R$ 25,9 bilhões e R$ 56,9 bilhões em 2026, enquanto os royalties podem acrescentar até R$ 45,8 bilhões. Estaduais e municipais terão acesso a transferências que podem variar entre R$ 19,3 bilhões e R$ 35,4 bilhões em 2026.

Entretanto, essa melhora nas contas públicas pode ser passageira. A IFI estima que a alta nos preços do petróleo poderá impulsionar a inflação em 0,7 a 1,0 ponto percentual em 2026. O Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, poderá subir entre 4,5% e 4,9% neste ano. Para 2027, o aumento pode chegar a 0,5 ponto adicional.

Como observou Pestana, a mesma inflação que enriquece temporariamente os cofres públicos também gera um aumento nos gastos obrigatórios, especialmente os atrelados ao salário mínimo, incluindo benefícios previdenciários e seguro-desemprego.

Esse crescimento nas despesas e as iniciativas para mitigar a escassez de combustíveis devem consumir parte dos ganhos arrecadatórios. Consequentemente, a IFI antecipa a continuidade de juros altos por um período prolongado e uma desaceleração da economia global, fatores que também poderão restringir o crescimento econômico no país.



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