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Claro e ONU Mulheres lançam projeto para capacitar mulheres brasileiras vítimas de violência e refugiadas em habilidades digitais.

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Claro e ONU Mulheres lançam projeto para capacitar mulheres brasileiras vítimas de violência e refugiadas em habilidades digitais.

26 de maio de 2025

Autores:

Redação


Capacitação de Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Refugiadas no Brasil

Um novo acordo firmado entre a ONU Mulheres e a operadora Claro promete capacitar mulheres em situação de violência doméstica e refugiadas que residem em dez capitais brasileiras. O projeto, que beneficia 1.300 participantes, foi oficializado em um evento na terça-feira (20) na presença do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e conta com o apoio da Anatel e do Ministério das Comunicações.

A proposta visa dotar essas mulheres de conhecimentos em direitos humanos e letramento digital, oferecendo ferramentas essenciais para a conquista de autonomia financeira e acesso a novas oportunidades de trabalho. O intuito é claro: romper o ciclo da violência.

“O acesso ao mundo digital transforma vidas”, destacou o ministro Frederico de Siqueira Filho. “Conectar essas mulheres significa proporcionar acesso ao conhecimento e ao mercado de trabalho, abrindo portas para um novo futuro.”

O programa de um ano incluirá encontros presenciais organizados por entidades da sociedade civil, selecionadas por meio de edital, que receberão investimentos para implementar as atividades. A Claro garantirá não apenas conectividade e equipamentos, mas também concederá um chip com plano gratuito de internet por um ano a todas as participantes. Além disso, aquelas que mantiverem uma frequência superior a 75% no curso ganharão um smartphone, ferramenta crucial para a aplicação das habilidades adquiridas.

Carlos Baigorri, presidente da Anatel, comentou sobre a relevância da iniciativa, enfatizando a colaboração entre o setor público e privado no enfrentamento da desigualdade de gênero. “Cada um de nós tem a responsabilidade de garantir um futuro melhor para todas as mulheres e meninas”, afirmou.

José Félix, presidente da Claro, reforçou o papel da tecnologia no projeto, unindo experiência em conectividade à responsabilidade social. “Estamos colocando nosso melhor a serviço de quem mais precisa, ao lado de uma parceira tão significativa como a ONU Mulheres.”

Ana Carolina Querino, representante interina da ONU Mulheres no Brasil, alertou sobre os desafios da digitalização, que pode exacerbar desigualdades. “É vital garantir que mulheres, especialmente as que estão em situação de vulnerabilidade, tenham acesso ao conhecimento digital para efetivar seus direitos.”

Os dados revelam a urgência desse projeto: mais de 27,6 milhões de mulheres no Brasil relataram ter sofrido algum tipo de violência entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025, conforme pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública com o Datafolha. A capacitação não é apenas um passo, mas uma necessidade crítica para a transformação social.



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