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Brasil revoga credenciais diplomáticas de agente americano

Brasil revoga credenciais diplomáticas de agente americano

22 de abril de 2026

Autores:

Daniella Longuinho – Repórter da Rádio Nacional


Governo brasileiro retira credenciais de agente de imigração dos EUA em resposta a expulsão de delegado da PF

O governo brasileiro decidiu retirar as credenciais diplomáticas de um agente do serviço de imigração dos Estados Unidos que trabalhava na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília. A medida é uma resposta à decisão do governo Trump de expulsar o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, que estava em missão nos EUA.

Marcelo Ivo foi um dos responsáveis pela prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, que fugiu do Brasil em setembro do ano passado, durante o julgamento de uma trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). Ramagem, que é alvo de um pedido de extradição por parte do Brasil, foi detido nos Estados Unidos na última quinta-feira, mas foi liberado apenas dois dias depois. O governo estadunidense não revelou os motivos para a soltura.

Manifestação do Itamaraty

Nesta quarta-feira (22), o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) divulgou um comunicado onde justifica a decisão como uma ação de reciprocidade. O texto destaca que a retirada das credenciais ocorreu em razão de uma "decisão sumária" contra o agente da PF, sem que houvesse qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo prévio, contrariando um memorando bilateral que visa facilitar a comunicação entre oficiais de segurança.

Apoio de Lula ao diretor da PF

O presidente Lula também se pronunciou sobre a situação, elogiando em suas redes sociais a decisão do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, de suspender as atividades do agente americano no Brasil. Em seu post, Lula expressou:

“Parabéns, Andrei, pela tua posição em relação ao delegado americano, colocando em prática o princípio da reciprocidade. O que eles fizeram conosco, nós faremos com eles. Esperamos que estejam abertos a retomar o diálogo e restaurar a normalidade das relações.”

Durante uma viagem a Alemanha, na terça-feira (21), Lula já havia sinalizado que o Brasil adotaria essa postura de reciprocidade após a expulsão do delegado brasileiro.



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