Boulos Rejeita Período de Transição para Fim da Escala 6×1 e Destaca Avanço do Governo
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, manifestou-se nesta quarta-feira (13) em apoio ao avanço do projeto de lei que visa abolir a escala de trabalho 6×1, reforçando a urgência na tramitação da proposta na Câmara dos Deputados. O ministro elogiou a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que confirmou que o projeto tramitará juntamente com as propostas de emenda à Constituição (PECs) que também tratam do assunto.
Boulos destacou que a análise simultânea das propostas permitirá um aprofundamento necessário nas discussões. Durante a sessão da comissão especial que examina as PECs, ele criticou a ausência de deputados favoráveis ao governo em debates anteriores, questionando a postura de parlamentares que têm priorizado outros temas.
Em resposta a questionamentos sobre se teria falado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a tramitação do projeto, Boulos reiterou que essa responsabilidade cabe ao ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. Ele lembrou que a Câmara precisa votar o PL até o final do mês, sob pena de trancamento da pauta devido ao regime de urgência em que o projeto se encontra.
O ministro deixou claro que o governo não aceitará qualquer forma de transição para a implementação do fim da escala 6×1. "Nosso governo não defende nenhum tipo de transição", afirmou Boulos. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, endossou essa posição, sugerindo que uma eventual transição não deveria ocorrer com pagamentos a empresários, mas sim com reduções progressivas da carga horária.
Boulos também aproveitou a oportunidade para desafiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a revogar o ICMS sobre compras online, um dia após a assinatura de uma Medida Provisória por Lula que eliminou a chamada “taxa das blusinhas”. Ele argumentou que essa taxa foi aprovada como parte de um projeto federal que visava combater o contrabando, e não deveria incluir encargos adicionais.
Com o apoio da oposição na Câmara para a medida do governo, o cenário político em torno da reforma da carga horária de trabalho continua em rápida evolução, enquanto a comissão especial se prepara para finalizar suas discussões na próxima semana.
