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Dino afirmou que a polícia civil do Rio de Janeiro e São Paulo, juntamente com a Polícia Federal, estão firmes na convicção de que vão elucidar o caso. Ele também destacou a presença da Polícia Federal devido à proximidade dos médicos assassinados com dois deputados federais.
De acordo com o ministro, há indicações claras de que se trata de uma execução e não um crime patrimonial. “Estamos com muita seriedade investigando, desde o caso da vereadora Marielle [Franco] até esses casos diários em parceria com o governo do estado do Rio”, afirmou Dino.
Dino ressaltou ainda que o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, solicitou a parceria entre a polícia legislativa e a PF. Ele enfatizou o trabalho conjunto das três esferas federativas para combater a violência no Rio de Janeiro.
Os investigadores da Polícia Civil não descartam a possibilidade de que a vítima tenha sido confundida com um miliciano. Segundo uma das linhas de investigação, um dos médicos mortos poderia ter uma semelhança física com o filho de um miliciano, o que pode explicar a execução.
No entanto, os policiais destacam que as informações ainda são preliminares e não descartam a motivação política. Também não descartam a possibilidade de envolvimento da milícia e de que os assassinos sejam de outros estados.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, segue outra linha de investigação, sugerindo uma possível relação com a atividade parlamentar da deputada Sâmia Bomfim. A deputada já registrou um boletim de ocorrência por ameaças de morte no ano passado.
O crime ocorreu durante a madrugada, na praia da Barra da Tijuca, e três médicos ortopedistas morreram no local. Um quarto médico foi ferido e está internado. Eles estavam no Rio de Janeiro para participar de um congresso internacional.
As autoridades estão investigando o percurso do carro dos criminosos e avaliando se houve algum incidente durante o deslocamento do grupo de São Paulo para o Rio. Os primeiros indícios apontam para uma execução.
O ministro da Justiça pediu que a Polícia Federal acompanhe as investigações e atribuiu a entrada da PF no caso à “hipótese de relação com a atuação de dois parlamentares federais”. A deputada Sâmia Bomfim é irmã de uma das vítimas e é casada com o deputado Glauber Braga.