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Servidores do Tesouro Nacional e da CGU entram em paralisação por reajuste salarial insuficiente, afetando operações do Tesouro e da dívida pública.




Paralisação de servidores do Tesouro Nacional e CGU

Paralisação de servidores do Tesouro Nacional e CGU

Nesta terça-feira (6), os servidores do Tesouro Nacional e da Controladoria-Geral da União (CGU) deram início a uma paralisação de 48 horas em busca de um reajuste salarial mais significativo para a carreira de finanças e controle. A Unacon Sindical, entidade que representa os auditores, informou que a categoria rejeitou a proposta de reajuste apresentada pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) na semana passada, alegando que os percentuais propostos eram insuficientes para equiparação com outras carreiras do Executivo federal.

Essa mobilização resultou na entrega de mais de 200 cargos de chefia e já impacta as atividades do Tesouro Nacional, com cancelamento de reuniões e atrasos no repasse de informações ao Banco Central. A Unacon Sindical já planeja uma nova etapa de paralisação para a próxima semana, afirmando que haverá atrasos nas emissões e resgates de títulos públicos.

Apesar disso, as operações relacionadas à dívida pública seguem funcionando normalmente, de acordo com informações apuradas pela imprensa. O Tesouro Nacional possui um plano de contingência para garantir que as operações continuem sem problemas.

Nesta terça-feira (6), o Tesouro realizou um leilão de títulos públicos, captando R$ 9,5 bilhões. O governo divulgou os resultados e a liquidação financeira está programada para quarta-feira (7).

O sindicato também informou sobre o cancelamento de reuniões importantes entre representantes do Tesouro e a B3, o que pode atrasar ações relativas ao programa Tesouro Direto. No entanto, o Tesouro Nacional garantiu que nem os títulos públicos nem o Tesouro Direto serão afetados.

Além disso, os servidores já vinham realizando uma operação-padrão, com atrasos na divulgação de relatórios, como o da dívida pública. Na CGU, a paralisação pode gerar atrasos nos julgamentos de recursos baseados na Lei de Acesso à Informação (LAI), afetando também o monitoramento do cumprimento da legislação pelos órgãos do Executivo.

Os servidores planejam ainda travar negociações de acordos de leniência e citam riscos de atrasos em investigações de corrupção e auditorias de emendas parlamentares. A paralisação segue em andamento e novas atualizações são aguardadas.


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