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Pacto de livre comércio com Mercosul enfrenta obstáculos internos e externos, mas negociações podem ser retomadas com eleições na Europa.




Artigo: Aliança de Ursula Von der Leyen em prol do pacto de livre comércio com o Mercosul

Aliança de Ursula Von der Leyen em prol do pacto de livre comércio com o Mercosul

Von der Leyen, integrante do bloco conservador, tem se destacado nos últimos anos como uma das maiores aliadas ao projeto de um pacto de livre comércio com o Mercosul. Sua argumentação se baseia no risco real de que os europeus percam espaço na América do Sul para os chineses, caso esse mecanismo não seja efetivado.

O Brasil temia que, com a ascensão da extrema direita ao poder, o lobby protecionista do setor agrícola pudesse prevalecer e enterrar o acordo por anos.

As negociações que foram iniciadas em 1999 passaram por diversas etapas. Com o governo de Jair Bolsonaro, os europeus condicionaram o fechamento do acordo à adoção de normas ambientais claras, o que não ocorreu. Com a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, houve expectativas de uma retomada rápida do processo.

Entretanto, as demandas ambientais impostas pelos europeus desagradaram o Mercosul, resultando em novos obstáculos. Lula almejava concluir um acordo político até o final de 2023, mas o veto de Emmanuel Macron impossibilitou esse avanço.

Agora, com as eleições nos principais países europeus superadas, há a esperança de que o processo possa avançar novamente. No entanto, negociadores alertam que a recondução de Von der Leyen não garantirá facilidade no diálogo e aprovação do acordo, uma vez que o bloco de extrema direita fortaleceu sua presença no Parlamento Europeu, influenciando nas políticas comerciais.


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