Investigação sobre morte de Marielle Franco chega a um lugar importante, mas ainda requer mais apuração, destaca Marcelo Freixo.
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Em entrevista ao programa DR com Demori, exibido pela TV Brasil, Freixo abordou também a atuação das milícias no Rio de Janeiro, comparando-as à máfia italiana devido à sua origem no poder político. Ele alertou para a gravidade da situação, enfatizando que as milícias representam um problema não apenas relacionado à polícia, mas também à política.
O ex-deputado destacou os problemas enfrentados durante a investigação do assassinato de Marielle, citando a presença de cinco delegados em cinco anos e a constante troca de profissionais quando se aproximavam de descobertas significativas. No entanto, ele ressaltou que a entrada da Polícia Federal no caso resultou em avanços, apesar dos cinco anos de possíveis destruições de provas.
Freixo também compartilhou a experiência de presidir a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e apresentar o relatório em diversos países, buscando apoio para a implementação das recomendações. Ele ressaltou a semelhança entre o contexto das milícias no Rio e o histórico de criminalidade na Itália, chamando atenção para a importância de combater esses grupos criminosos.
O programa DR com Demori tem trazido personalidades de destaque para debates profundos e íntimos. Além de Marcelo Freixo, já participaram do programa figuras como o ministro do STF Gilmar Mendes, a deputada Erika Hilton, a cantora Zélia Duncan e o músico Roger Waters. A proposta do programa é proporcionar discussões esclarecedoras e relevantes para a sociedade.