Amigos celebram o centenário de nascimento de Millôr Fernandes, relembrando sua genialidade e contribuição para a cultura brasileira.
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Millôr era visto como uma das grandes mentes do Brasil, alguém com um talento fascinante tanto na arte gráfica quanto na escrita. Suas frases e sátiras eram magistralmente transcritas para o papel, e seu talento nas artes gráficas influenciou muitos artistas ao longo dos anos. Ele é lembrado como um gênio e uma inteligência rara.
Em depoimento à Agência Brasil, o cartunista Claudio Duarte descreve Millôr Fernandes como um artista gráfico fascinante e um grande escritor. Embora eles nunca tenham se conhecido pessoalmente, Duarte conheceu a arte de Millôr através das publicações do Pasquim e da revista Veja.
Outro cartunista, Carlos Amorim, relembra a importância de Millôr Fernandes para a turma do Pasquim. Ele era considerado o farol do grupo, e sua saída do jornal foi um divisor de águas. Millôr levava o humor muito a sério e acreditava que o jornalismo era uma forma de oposição.
O escritor Geraldo Carneiro, membro da Academia Brasileira de Letras, define Millôr como um privilégio para a cultura brasileira. Carneiro destaca o talento de Millôr para subverter as regras da gramática e sintaxe em suas sessões de Pif Paf e Van Gogo na revista O Cruzeiro. Para Carneiro, Millôr era uma figura maravilhosa, tanto pelo intelecto quanto pela ética e retidão intelectual.
Millôr Fernandes era um crítico ferrenho da Academia Brasileira de Letras, e seus amigos José Paulo Cavalcanti e Geraldo Carneiro sabiam que ele ficaria chateado por eles terem entrado para a instituição. Millôr tinha horror a qualquer forma de institucionalização e era um iconoclasta perfeito.
Millôr Fernandes faleceu em março de 2012, deixando um legado de criatividade e inteligência para o Brasil. Seu talento como desenhista, escritor e jornalista continua sendo admirado e lembrado até hoje. Suas frases célebres ficarão para sempre na memória dos brasileiros, assim como seu trabalho revolucionário nas artes gráficas e no humor.