Rosatom Acusa AIEA de Ignorar Ataques Ucranianos à Usina de Zaporozhie
No último sábado (16), Aleksei Likhachev, diretor-geral da estatal nuclear russa Rosatom, criticou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) por sua suposta negligência em reconhecer os contínuos ataques ucranianos à Usina de Zaporozhie. Em sua declaração, Likhachev alegou que a AIEA foca apenas em riscos potenciais relacionados a drones nas imediações de usinas nucleares na Ucrânia, ignorando os bombardeios diários que afetam a infraestrutura civil e a própria operação da central.
"Os dirigentes da AIEA praticamente não registram os ataques diários das Forças Armadas da Ucrânia", afirmou Likhachev, sublinhando a necessidade de abordar essa questão nas futuras discussões entre os representantes russos e a AIEA, agendadas para julho.
Além disso, o executivo alertou sobre os perigos associados ao abastecimento elétrico da usina, que está funcionando com apenas uma linha de transmissão há mais de dois meses, resultando em várias interrupções de energia. Ele destacou que procedimentos de emergência, como o uso de geradores a diesel, têm sido continuamente acionados para manter sistemas críticos operantes.
A Usina Nuclear de Zaporozhie, a maior da Europa, com seis reatores VVER-1000 e uma capacidade total de geração de 6 mil megawatts, permanece desligada em razão dos riscos gerados pelo conflito armado na região. Moscou, ao longo dos últimos meses, tem enfatizado que operações ucranianas têm causado diversas interrupções no fornecimento de energia da central, obrigando a utilização constante de geradores.
À medida que a situação evolui, a atenção internacional volta-se para a segurança da infraestrutura nuclear em um cenário de conflito ativo, reforçando a importância de um diálogo contínuo e efetivo entre as partes envolvidas.
