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Empresários de MG Demandam Ação Imediata para Atualização dos Limites de Faturamento do Simples Nacional

Empresários de MG Demandam Ação Imediata para Atualização dos Limites de Faturamento do Simples Nacional

14 de maio de 2026

Autores:

Bianca Mingote


Atualização dos Limites de Faturamento do MEI: Uma Necessidade Urgente para o Crescimento das Micro e Pequenas Empresas no Brasil

A desatualização dos limites de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) tem gerado obstáculos significativos ao crescimento das micro e pequenas empresas no Brasil. Essa é a avaliação do deputado federal Zé Vitor (PL-MG) e do presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), Valmir Rodrigues da Silva. Ambos destacam que a defasagem, sem reajuste há anos, resulta em aumento da carga tributária para os empreendedores, impactada diretamente pela inflação.

A atualização dos limites figura no Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, atualmente em análise na Câmara dos Deputados. Para os líderes do setor produtivo, essa correção é vital, pois a defasagem dos limites do Simples Nacional compromete investimentos, geração de empregos e a competitividade das empresas. "Desde 2018, os empreendedores pagam mais impostos apenas devido à inflação", salienta Silva, ressaltando que essa realidade pode estar forçando muitos microempreendedores a mudar sua faixa de enquadramento.

"É essencial atualizar esses limites, especialmente porque as empresas estão pagando impostos sobre a inflação. A falta de atualização significa que parte do tributo é, na verdade, um reflexo da inflação, levando inclusive à reclassificação de negócios em razão desse índice", afirma Valmir.

Segundo ele, um sistema tributário que acompanha o crescimento real do faturamento das empresas assegura um equilíbrio na cobrança de impostos. "Aumentar a tributação com base na inflação torna-se injusto. A atualização das tabelas do MEI é crucial, especialmente porque a grande maioria das empresas se enquadra nessa categoria e possui potencial para crescer", conclui.

O deputado federal Zé Vitor reforça a urgência da tramitação e seu compromisso em acelerar a aprovação da lei que busca beneficiar os pequenos empresários. "É fundamental rever esses limites para garantir que o sucesso de um negócio não se torne um obstáculo ao seu crescimento. Precisamos de uma margem atualizada para os empreendimentos que, no passado, se enquadravam como MEIs e agora precisam evoluir e prosperar", destaca.

Pauta Prioritária para o Setor Empresarial

A atualização dos limites do Simples Nacional é uma questão prioritária para diversas entidades empresariais, com destaque para a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A entidade propõe que o teto anual do MEI seja elevado para R$ 144,9 mil. Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), enfatiza que essa atualização é fundamental para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou, pior, migrem para a informalidade.

“Precisamos conscientizar os legisladores sobre a importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, especialmente para o MEI e as microempresas. Sem essa atualização, as empresas correm o risco de mudar seu regime ou cair na informalidade”, argumenta Cotait.

Tramitação do Projeto

Em março deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o PLP 108/2021. A proposta sugere aumentos no limite de faturamento anual do MEI para até R$ 130 mil e permite que essas empresas contratem até dois empregados. Apesar da urgência, os parlamentares estabeleceram uma comissão especial para discutir o tema com especialistas, representantes do governo e do setor produtivo, promovendo um debate mais aprofundado antes da votação final.

Após eventual aprovação na Câmara, o projeto seguirá para o Senado Federal.

A formação dessa comissão especial é vista como uma conquista significativa para o G50+, um grupo estratégico criado pela CACB com o intuito de fortalecer a representação empresarial no Congresso Nacional.

Impactos da Defasagem nos Pequenos Negócios

O Simples Nacional foi criado para simplificar os pagamentos de tributos e estimular o empreendedorismo, reunindo vários impostos em uma única guia. Hoje, ele representa o principal regime tributário para pequenos negócios no Brasil.

Atualmente, os limites de faturamento são:

  • R$ 81 mil por ano para o Microempreendedor Individual (MEI)
  • R$ 360 mil para microempresas (ME)
  • R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte (EPP)

Entidades empresariais advogam por uma elevação do teto do MEI para aproximadamente R$ 144,9 mil anuais. Para microempresas, a proposta é de cerca de R$ 869,4 mil, enquanto empresas de pequeno porte poderiam alcançar um faturamento de até R$ 8,69 milhões.

Representantes do setor produtivo acreditam que essa atualização permitirá que as empresas permaneçam no regime simplificado mesmo após o aumento do faturamento, evitando um aumento na carga tributária e incentivando a formalização.



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