Investigações Revelam Pagamento de R$ 61 Milhões para Filme Biográfico de Jair Bolsonaro
O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, investiu aproximadamente R$ 61 milhões na produção do filme biográfico Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada em uma matéria que ainda revela novos desdobramentos no caso.
Uma gravação de áudio, atribuída ao senador Flávio Bolsonaro, mostra o pré-candidato a presidente solicitando recursos a Vorcaro para a conclusão do filme, datada de 8 de setembro de 2025, um dia antes da prisão do banqueiro pela Polícia Federal. Vorcaro foi acusado de fraude financeira, resultando em um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A apuração aponta que os pagamentos ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, em seis transações distintas. Além disso, Flávio também estava em contato com Vorcaro para a viabilização de um novo repasse em torno de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões), embora não tenha sido possível confirmar se essa quantia foi efetivamente transferida antes da liquidação do Banco Master e da prisão de Vorcaro.
Entre os envolvidos, aparecem ainda o irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, que foi deputado federal cassado, e o deputado Mario Frias, ex-secretário da Cultura durante o governo Bolsonaro.
Em outra revelação, o cunhado de Vorcaro, pastor Fabiano Zettel, fez uma doação de R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro. Ao ser questionado sobre o financiamento do filme, Flávio Bolsonaro negou as acusações, alegando que se tratava de "mentira".
A investigação da Polícia Federal destaca Ciro Nogueira, presidente do PP e senador, como um dos principais beneficiários das vantagens indevidas de Vorcaro. Mensagens sugerem que Nogueira recebeu pagamentos mensais e benefícios em troca de favoráveis propostas legislativas que beneficiavam os interesses do banqueiro.
A complexidade do caso continua a se desdobrar, com novas informações e possíveis implicações políticas surgindo em meio à crescente controvérsia em torno dos laços entre os Bolsonaro e o setor financeiro.
