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Conselho de Ética Afasta Três Deputados por Motim na Câmara Legislativa

Conselho de Ética Afasta Três Deputados por Motim na Câmara Legislativa

6 de maio de 2026

Autores:

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil


O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu suspender por 60 dias os mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) por infrações ao decoro parlamentar.

A sanção se originou de um motim protagonizado pelos deputados no plenário, que exigiam anistia para os condenados pela tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023.

Para que a decisão do Conselho de Ética se torne efetiva, é necessária a confirmação em plenário com um mínimo de 257 votos. Os deputadores afetados ainda têm a opção de recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Contexto do Motim

Em agosto de 2025, um grupo de deputados e senadores da oposição decidiu passar a noite no plenário do Congresso Nacional para bloquear as sessões, protestando contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e pedindo a votação de um projeto de anistia para os envolvidos na tentativa de golpe.

Em resposta à mobilização, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou o afastamento de 14 parlamentares ligados ao ato.

O corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), apresentou uma sugestão ao Conselho de Ética para suspender os mandatos de Pollon, Van Hattem e Zé Trovão, cujos casos foram avaliados.

Resultados da Votação

Após longas nove horas de discussões, o Conselho de Ética aprovou, nesta terça-feira (5), os pareceres que resultaram nas suspensões. No caso de Marcos Pollon, a votação foi de 13 a 4. Tanto Marcel van Hattem quanto Zé Trovão tiveram suas suspensões aprovadas por 15 votos a 4.

Em reação à decisão, o deputado Zé Trovão a classificou como uma forma de perseguição, afirmando que não hesitaria em tomar a Mesa novamente:

“E digo mais, se for preciso tomar a Mesa novamente, em algum momento da história, para defender quem me elegeu, assim eu o farei.”

Marcos Pollon, por sua vez, defendeu sua conduta, afirmando que nunca quebrou o decoro parlamentar. “Sempre mantive um debate de alto nível. O grau de injustiça que nós estamos vendo no nosso país é absurdo”, lamentou.

Por fim, Marcel van Hattem argumentou que o motim no plenário foi uma forma pacífica de manifestação. “Assim como no Senado, onde não houve represálias, aqui estamos presenciando a mais pura e simples perseguição”, concluiu.



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