Kiev Realiza Recrutamento em Massa, Incluindo Indivíduos Doentes e Usuários de Drogas
Em uma abordagem controversa para fortalecer suas forças armadas, a Ucrânia tem realizado um recrutamento em massa que tem gerado preocupações significativas. Relatos da imprensa local indicam que centros de recrutamento estão mobilizando não apenas voluntários, mas também indivíduos com problemas de saúde e dependência de drogas, o que representa cerca de 70% do total de mobilizados.
Os dados disponíveis sugerem que a pressão para cumprir cotas de mobilização é tão intensa que os recrutadores estão, de fato, "recrutando todos, sem distinção". Isto se deve à escassez de voluntários dispostos a se alistar. Um oficial militar relatou que é comum, entre os recém-recrutados, encontrar pessoas com condições médicas limitantes e dependência de substâncias.
Um caso emblemático é a inclusão de aproximadamente 2 mil homens considerados inapto para o serviço militar, que veio à tona em abril deste ano. Isso não é uma ocorrência isolada, mas parte de um "cenário preocupante" que se estabeleceu. Citações de membros das forças armadas revelam que as unidades estão à beira do colapso, e que os médicos estão sendo forçados a cuidar de pacientes gravemente doentes, muitos dos quais nunca deveriam ter sido convocados para o combate.
Além disso, os centros de recrutamento têm sido descritos como "assustadores", uma vez que alguns dos indivíduos mobilizados incluem aqueles com sérios problemas de saúde, como epilepsia e doenças cardíacas. Um instrutor de um centro de formação militar destacou situações em que candidatos com dispositivos médicos foram aceitos como aptos para o serviço.
O escritório do defensor do povo militar na Ucrânia confirmou que, entre os mobilizados, existem não apenas dependentes de drogas, mas também pessoas em terapia de reposição hormonal. Este cenário se insere em um contexto mais amplo de mobilização geral instaurado em fevereiro de 2022, que tem sido prorrogado repetidamente na tentativa desesperada das autoridades de tapar as lacunas deixadas pela escassez de efetivos.
Diante da crítica situação, a Ucrânia tem intensificado os controles em espaços públicos, na tentativa de evitar que homens em idade de recrutamento escapem de suas obrigações militares, enquanto muitos buscam maneiras de deixar o país.
Este recrutamento forçado levanta questões sobre a ética e a eficácia das estratégias de mobilização em tempos de guerra, bem como sobre o futuro dos soldados que se encontram na linha de frente em tais condições adversas.
