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Setor registra queda de 3,4% no faturamento em março e 11% no trimestre

Setor registra queda de 3,4% no faturamento em março e 11% no trimestre

2 de maio de 2026

Autores:

Revista Brasil Mineral


Setor de Máquinas e Equipamentos: Faturamento em Queda e Desafios à Vista

Um recente levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) revela que o faturamento do setor atingiu R$ 23,8 bilhões em março de 2026, marcando uma diminuição de 3,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A receita líquida interna totalizou R$ 18,4 bilhões, uma queda de 0,9%, enquanto o consumo aparente mensal registrou um leve aumento de 1,2%, atingindo R$ 35,3 bilhões em comparação a março de 2025.

As exportações, por sua vez, somaram US$ 1,03 bilhão em março de 2026, com um crescimento discreto de 0,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em contraste, as importações subiram 17,8%, totalizando US$ 3,1 bilhões. Como resultado, o setor enfrentou um déficit na balança comercial de US$ 2,07 bilhões, um aumento significativo de 29,1% em relação ao déficit registrado em março de 2025. O emprego no setor ainda mostra sinais positivos, com 416,8 mil trabalhadores contratados, o que representa um crescimento de 1,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o faturamento foi de R$ 61,7 bilhões, mostrando um recuo de 11% em comparação com o mesmo período de 2025. A receita líquida interna e o consumo aparente somaram R$ 46,4 bilhões e R$ 90,9 bilhões, respectivamente, com quedas de 12,6% e 11,4%. As exportações até março totalizaram US$ 2,9 bilhões, um aumento de 7,5%, enquanto as importações chegaram a US$ 8,1 bilhões, um crescimento de 4,2%, resultando em um déficit trimestral de US$ 5,2 bilhões, o que representa uma elevação de 2,5% sobre o mesmo período do ano anterior.

A carteira média de pedidos em março foi de 417,5 mil, um aumento de 2,7%. O índice de utilização da capacidade instalada do setor alcançou 79,9%, acima dos 77,6% registrados em março de 2025, embora a carteira de pedidos tenha se mantido 1,5% inferior ao ano anterior e 5,2% abaixo da média do primeiro trimestre de 2025. Esses números indicam que as perspectivas de receita para 2026 permanecem desafiadoras, refletindo um quadro de incerteza no setor.



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