Na manhã do Dia do Trabalhador, 1º de maio, a Avenida Paulista, tradicional palco de manifestações em São Paulo, foi ocupada por um ato organizado por grupos conservadores, incluindo os movimentos Patriotas do QG, Voz da Nação e Marcha da Liberdade. Com pautas que incluíam apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), os organizadores projetavam uma mobilização de 35 mil pessoas. Entretanto, a adesão foi consideravelmente menor, com registros de apenas algumas dezenas de participantes.
O evento, acompanhado pela Sputnik Brasil, não teve a presença de políticos de destaque. O senador Flávio Bolsonaro, inclusive, não fez menção ao ato em suas redes sociais. A convocação para a manifestação circulou amplamente por vídeos gerados por inteligência artificial, que simulavam falas de importantes figuras da direita, como o senador Marcos do Val e a ex-deputada Carla Zambelli.
O espaço na Avenida Paulista havia sido reservado pelo grupo Patriotas do QG, liderado pelo corretor de imóveis Carlos Silva, com cerca de 4 mil seguidores no Instagram, em setembro de 2024, quase dois anos antes do evento. Em contrapartida, a Polícia Militar negou a solicitação de centrais sindicais para o mesmo local, levando esses grupos a redirecionar suas manifestações para a Praça da República e a Praça Roosevelt.
A escolha da Avenida Paulista, historicamente associada a manifestações progressistas durante os atos de 1º de maio, contrasta com a pequena mobilização registrada, levantando questões sobre a força e a coesão do movimento conservador no país.
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