Bar Partisan, Acusado de Antissemitismo, Retoma Atividades no Rio de Janeiro
Após ter seu alvará de funcionamento cassado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, o bar Partisan, localizado entre as áreas da Lapa e Glória, foi autorizado a reabrir. O estabelecimento havia enfrentado controvérsias devido a alegações de antissemitismo, após afixar um aviso em sua entrada que proibia a entrada de cidadãos dos Estados Unidos e Israel.
O município, diante das denúncias, havia anulado a licença de funcionamento e imposto ao bar uma multa superior a R$ 9 mil. Entretanto, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) revisou a penalização, permitindo a reabertura do espaço enquanto o caso ainda está sob análise.
Thiago Vieira, proprietário do bar, declarou à Sputnik Brasil que a suspensão da cassação é um "primeiro passo na direção da Justiça". Ele se comprometeu a trabalhar para revogar as quatro multas e a interdição restantes, buscando uma solução rápida para a situação.
Em nota, a Seop justificou a revisão do caso com base no direito à ampla defesa e na ausência de reincidências após a autuação. O órgão ressaltou que o processo ainda está em avaliação e pode gerar novos desdobramentos.
Os advogados de defesa do bar defendem que o incidente deve ser interpretado sob a perspectiva da liberdade de expressão, argumentando que manifestações simbólicas não devem ser imediatamente classificadas como infrações administrativas ou penais. Este debate deverá continuar enquanto o processo judicial avança.
